Finanças

PF rebate Toffoli e afirma que prazo do ministro dificultaria ação contra Banco Master

Ministro do STF criticou suposta 'inércia' e 'falta de empenho' da Polícia Federal na investigação

Agência O Globo - 15/01/2026
PF rebate Toffoli e afirma que prazo do ministro dificultaria ação contra Banco Master
Andrei Rodrigues, da PF - Foto: Assessoria

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, respondeu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, justificando o descumprimento do prazo estabelecido para a operação contra o Banco Master, realizada nesta quarta-feira (12), por questões operacionais.

De acordo com Rodrigues, foi necessário atualizar os endereços de alguns dos alvos da operação deflagrada, o que demandou diligências prévias para garantir a efetividade das ações policiais.

Ele argumentou ao ministro do STF que o alto poder aquisitivo dos investigados facilita o deslocamento deles pelo Brasil e exterior, e ressaltou que impedir a PF de analisar o material apreendido pode prejudicar o andamento das investigações.

Na decisão desta quarta-feira, Toffoli criticou o que classificou como 'inércia' e 'falta de empenho' da PF, após a corporação descumprir o prazo de 24 horas estabelecido por ele para o cumprimento das medidas cautelares.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia solicitado, no último dia 6, a adoção das medidas cautelares, que foram autorizadas por Toffoli em 7 de junho, com ordem para execução em até 24 horas a partir de segunda-feira (12).

Segundo Andrei Rodrigues, alguns alvos da operação estavam em deslocamento, o que exigiu mais tempo para a realização das diligências. O diretor-geral frisou que essas limitações já haviam sido comunicadas pessoalmente a Toffoli, além de ligações e mensagens.

Toffoli também determinou nesta quarta-feira que bens e dispositivos apreendidos fossem lacrados e mantidos sob custódia na sede do STF, mas a decisão foi reconsiderada após manifestação do procurador-geral da República.

Em resposta ao relator, Andrei afirmou que a medida poderia prejudicar as investigações, especialmente em relação aos aparelhos celulares apreendidos, que podem conter mecanismos automáticos de criptografia, bloqueio remoto ou autodestruição de dados.