Finanças
Prévia da inflação desacelera para 0,18% em outubro
Número veio abaixo do esperado por analistas de mercado, que projetavam alta de 0,21%. Desaceleração só não foi maior por conta de aumento no preço dos combustíveis e nas passagens aéreas
A prévia da inflação voltou a desacelerar após forte alta de 0,48% em setembro com aumento do preço da conta de luz. Em outubro, o IPCA-15 registrou 0,18%, com o fim do impacto do bônus de Itaipu, além de menor pressão da bandeira tarifária, que saiu de vermelha patamar 2 para patamar 1.
Com isso, a energia elétrica residencial saiu de um aumento de 12,17% em setembro para recuo de 1,09% este mês.
O número veio abaixo do esperado pelos analistas de mercado. A mediana da Bloomberg projetava alta de 0,21%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 4,94%, abaixo dos 5,32% observados nos 12 meses imediatamente anteriores, mas ainda acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo).
Já no ano, o índice acumula 3,94%, e em outubro de 2024, a taxa havia sido de 0,54%.
A desaceleração só não foi maior por conta da alta nos combustíveis (1,16%) e nas passagens aéreas (4,39%), que puxaram o segmento de transportes para cima (0,41%). O etanol, a gasolina e o óleo diesel viram seu preço subir, enquanto o gás veicular teve queda.
No entanto, o IPCA do fim de outubro deve desacelerar ainda mais. Isso porque a gasolina, que na prévia da inflação está pressionando para cima, passou por um reajuste que levará a uma queda no preço nos últimos dias do mês. O item é um dos que possuem maior impacto individual no índice, de forma que essa queda pode levar inflação a ficar abaixo do teto em 2025.
Entre os 9 grupos de produtos e serviços analisados pela pesquisa, cinco tiveram alta no preço no mês de outubro. São eles: vestuário, despesas pessoais, saúde e cuidados pessoais, habitação e educação. Já os responsáveis pelas quedas foram artigos de residência, comunicação e alimentação e bebidas.
A queda de 0,10% no preço da alimentação em domicílio, no entanto, foi menor do que a registrada no mês anterior, quando recuou 0,63%. Os alimentos com quedas que tiveram maior impacto no índice foram a cebola (-7,65%), o ovo de galinha (-3,01%), o arroz (-1,37%) e do leite longa vida (-1,00%). Por outro lado, o aumento do preço do óleo de soja (4,25%) e das frutas (2,07%) foram destaques positivos.
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