Finanças

Não precisaremos do horário de verão neste ano, diz ministro de Minas e Energia

Alexandre Silveira disse que o governo está "completamente seguro" da decisão

Agência O Globo - 14/10/2025
Não precisaremos do horário de verão neste ano, diz ministro de Minas e Energia
Alexandre Silveira - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira que o governo federal não vai retomar o horário de verão neste ano.

Segundo Silveira, o governo está “completamente seguro” da decisão.

— O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico se reúne mensalmente para discutir a segurança energética nacional e a modicidade tarifária. Chegamos à conclusão de que, graças ao planejamento e ao índice pluvial dos últimos anos, estamos em condição de segurança energética completa e absoluta para este ano — disse Silveira em entrevista ao programa “Bom Dia Ministro”.

O ministro reafirmou que não há risco de segurança energética, que é garantido pelo funcionamento das usinas hidrelétricas, e das térmicas nos momentos de necessidade de carregamento.

— Elas nos dão segurança energética e independência das propriedades térmicas. Por isso, estamos implementando e vamos, na próxima semana, lançar o leilão das térmicas.

A volta do horário de verão foi ventilada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em alguns benefícios neste ano. Silveira disse “torcer” para que não fosse necessário aplicar o adiantamento dos relógios novamente, mas que a medida não foi descartada.

Os últimos relatórios produzidos pelo ONS apresentaram condições detalhadas do volume de reservatórios de hidrelétricas, eliminando a possibilidade de uma retomada da medida.

Suspenso desde 2019, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o horário de verão foi criado para reduzir o consumo de energia elétrica, aproveitando melhor a luz natural ao adiantar os relógios em uma hora.

No entanto, a efetividade da medida vem perdendo força nos últimos anos de vigência, diante de uma mudança nos hábitos de consumo da população.

O pico de consumo de energia, que antes da acontecia no início da noite, passou a ocorrer ao final da tarde com o uso crescente de ar-condicionado e outros aparelhos de refrigeração. Com isso, a economia de energia com mais uma hora de luz natural perdeu seus benefícios.

Silveira reiterou durante este ano que a medida só seria retomada diante de uma necessidade urgente, como escassez de energia em períodos de seca. Atualmente, o governo avalia que não há esse risco.