Esportes
Após movimentar praias cariocas, SSL Gold Cup prepara primeiras regatas com nove seleções
Seletiva pan-americana começa no dia 12 de novembro, na Baía de Guanabara.
Depois de movimentar as praias de Copacabana, Ipanema e Leblon durante o feriado de Finados, a SSL Gold Cup 2026 – Copa do Mundo da Vela se prepara para as primeiras regatas, que começam no dia 12 de novembro, com a seletiva pan-americana na Baía de Guanabara.
Nove seleções estarão na disputa pelas últimas três vagas na fase principal: Uruguai, Venezuela, Cuba, Bermuda, Guatemala, Antígua e Barbuda, México, Porto Rico e El Salvador. Nesta segunda-feira (2), em meio ao calor acima dos 30 graus e às praias movimentadas, a seleção da Ucrânia realizou mais uma sessão de treinos com velejadores brasileiros, liderados por Gabriel Borges, campeão pan-americano, e integrantes do Grupo de Vela da Escola Naval (GEVEN).
A programação com desfile pelos cartões-postais da Cidade Maravilhosa deu continuidade às ações iniciadas no domingo (1º), quando três barcos da classe SSL47 navegaram pela orla carioca, em frente às praias de Copacabana, Ipanema e Leblon.
Um avião com faixa também anunciou a chegada da Copa do Mundo da Vela, que reunirá 40 seleções nacionais no Rio de Janeiro (RJ). Um avião/ faixa rodou pelas mais famosas praias cariocas com a chamada para o evento mundial.
Em Ipanema, Lucas Souza, que aproveitava as férias com amigas, acompanhou a passagem das embarcações. “A gente veio aproveitar a praia e, de repente, apareceram aqueles barcos enormes. Todo mundo começou a olhar e tirar fotos. Eu nem sabia que o Rio ia receber uma Copa do Mundo de Vela. É diferente ver tudo isso acontecendo tão perto da gente”, comentou o turista.
A seletiva pan-americana será realizada entre 12 e 15 de novembro, com as nove equipes divididas em três grupos. Uruguai, Venezuela e Cuba formam o Grupo 1; Bermuda, Guatemala e Antígua e Barbuda integram o Grupo 2; enquanto México, Porto Rico e El Salvador disputam o Grupo 3. As primeiras largadas estão programadas para quinta-feira (12), a partir das 11h, com quatro dias de regatas para definir as três seleções classificadas à fase principal.
Apresentada internacionalmente como “THE FOOTBALL WORLD CUP IN SAILING”, a SSL Gold Cup utiliza embarcações idênticas da classe SSL47, privilegiando o desempenho das tripulações. A fase principal começa em 19 de novembro, na AXIA Marina da Glória. O Time Brasil, que já tem vaga garantida nas quartas de final, previstas entre 7 e 10 de dezembro, segue sua preparação para a competição, cuja decisão será realizada em 13 de dezembro.
Uma das principais características da competição é a utilização do SSL47, barco monotipo de 47 pés de casco, com 15,60 metros de comprimento total, 3,7 toneladas de deslocamento e 240 m² de área vélica. Todos os países utilizam embarcações de projeto idêntico, fornecidas pela organização, que também controla as oportunidades de treinamento nos barcos oficiais. As equipes não podem adquirir seus próprios SSL47 para competir.
Com tripulações de oito a dez atletas a bordo, peso máximo total de 730 quilos e participação obrigatória de homens e mulheres, as seleções precisam combinar força física, estratégia, comunicação e precisão nas manobras para alcançar o melhor desempenho.
SSL no Brasileiro de Oceano
A SSL Gold Cup também esteve presente no Circuito Rio, competição de vela oceânica organizada pela Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO) e os iates clubes de Santos e Rio de Janeiro.
Dois veleiros participaram das regatas com a identidade visual da Copa do Mundo da Vela. Um deles foi o Itajaí Sailing Team, comandado por Felipe Linhares, que competiu com a embarcação inteiramente adesivada com as cores e os elementos gráficos dos SSL47 na classe ORC, assim como o veleiro carioca Vesper de João Marco de Almeida.
“Estamos de volta ao circuito de regatas nacionais de oceano com essa homenagem à SSL. Durante o evento, em novembro e dezembro, vamos ser barco de apoio para que fãs e a mídia acompanhem. Então, aproveitamos para estar aqui”, afirmou Felipe Linhares, comandante catarinense do Itajaí Sailing Team.
Para Bayard Neto, comodoro da ABVO, receber uma competição internacional entre seleções também representa uma oportunidade para a vela oceânica brasileira.
“A SSL Gold Cup coloca o Brasil no centro da vela mundial e aproxima diferentes gerações e modalidades do nosso esporte. Para a vela oceânica, é importante participar desse momento, mostrar nossa estrutura e contribuir para que mais pessoas conheçam a vela. O Rio de Janeiro tem uma relação histórica com o esporte e receber 40 seleções é uma oportunidade de fortalecer essa tradição”, destacou Bayard Neto.
O Brasileiro de Oceano – Circuito Rio foi vencido pelo Magia IV de Torben Grael, Marcelo Ferreira e Martine Grael (seis olímpicos a bordo), superando o Crioula do medalhista panamericano Samuel Albrecht e Duma do medalhista olímpico Kiko Pelicano.
Como funciona a Copa do Mundo da Vela
A SSL Gold Cup 2026 envolve 66 nações no ciclo de classificação, iniciado em dezembro de 2025, com 40 equipes na fase final do Rio de Janeiro. O campeonato será disputado em grupos de quatro países, com regatas nas quais os barcos largam juntos e disputam posições ao longo de um percurso delimitado por boias. Nas etapas eliminatórias até as quartas de final, as seleções acumulam resultados nas regatas de seus grupos, e as duas melhores avançam. A cada fase entram equipes previamente classificadas pelo ranking, até a definição das oito semifinalistas.
A programação prevê os 1/32 de final de 19 a 22 de novembro, os 1/16 de final de 26 a 29, as oitavas de 2 a 5 de dezembro e as quartas de 7 a 10. As semifinais serão realizadas no sábado (12), com oito países distribuídos em dois grupos. As duas melhores equipes de cada semifinal avançam à decisão no domingo (13). Diferentemente das fases anteriores, o título mundial será definido em uma única regata, com quatro países na água e o primeiro colocado conquistando a Copa do Mundo da Vela.
Esta será a segunda edição da SSL Gold Cup. A primeira foi disputada em 2023, em Gran Canaria, na Espanha, quando a Hungria, comandada por Zsombor Berecz, conquistou o título mundial ao superar Itália, Países Baixos e Espanha na decisão. O Brasil foi sexto.
O evento prevê mais de 120 horas de transmissão ao vivo, com imagens das regatas, acompanhamento das embarcações em tempo real, dados de desempenho e recursos gráficos para facilitar o entendimento das disputas pelo público.
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