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Empresa de Lamacchia vence leilão e se aproxima da compra da SAF do Vasco

Almirante Participações S/A é a única concorrente no leilão realizado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Estadao Conteudo 25/09/2026
Empresa de Lamacchia vence leilão e se aproxima da compra da SAF do Vasco
Empresa de Lamacchia vence leilão e se aproxima da compra da SAF do Vasco

Única concorrente, a Almirante Participações S/A, empresa ligada ao empresário Marcos Lamacchia, venceu o leilão na tarde desta sexta-feira, 25, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e se aproximou da compra de 90% das ações da SAF do Vasco.

O resultado favorável a Lamacchia, que é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e filho de José Roberto Lamacchia, foi homologado pouco antes das 15 horas.

Lamacchia não esteve presente no Tribunal, sendo representado por seu sócio na empresa, Mário Junqueira, e pelo advogado André Sica.

Não houve outros interessados na SAF vascaína além da empresa de Lamacchia, que, na condição de stalking horse, teve a prerrogativa de fazer a primeira proposta e cobrir eventual oferta superior à sua.

A vitória no leilão representa um passo importante, mas ainda restam algumas etapas a serem cumpridas até a concretização da venda da SAF do Vasco.

A operação ainda precisa ser submetida ao Conselho Deliberativo do Vasco, à Assembleia Geral Extraordinária, com votação dos associados, e ao escrutínio da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que apura se o fato de Marcos Lamacchia ser enteado de Leila Pereira caracteriza conflito de interesses.

A operação estará concluída após essas etapas. Não há previsão para o término dos processos, mas as partes acreditam que o mais difícil já foi superado.

Lamacchia comprometeu-se a realizar um aporte de R$ 500 milhões, a ser pago em cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões, destinado exclusivamente ao departamento de futebol e proibido o uso para quitar dívidas anteriores.

Outros compromissos incluem investir R$ 120 milhões ao longo de 10 anos no Centro de Treinamento e R$ 30 milhões em dois anos nas categorias de base, além do pagamento de credores, dívidas tributárias, previdenciárias e extraconcursais. O total da operação supera os R$ 2 bilhões.