Esportes
Holanda iguala com a Alemanha no fim em estreia de Xavi e Klopp pela Liga das Nações
Empate emocionante em Amsterdã marca a nova fase das seleções.
Após decepções na Copa do Mundo de 2026, com quedas precoces ainda na fase de 16 avos, Holanda e Alemanha estrearam na nova temporada nesta quinta-feira, em Amsterdã, pelo Grupo 2 da Liga das Nações. Sob nova direção e com a meta de apagar o vexame apresentado no Mundial da América do Norte, fizeram um jogo movimentado e cheio de emoções. No fim, Gakpo salvou os mandantes ao assegurar o 1 a 1 na estreia dos badalados Jürgen Klopp e Xavi Hernández.
Com novos treinadores, as seleções entraram em campo tentando deixar para trás o vexame de não irem além do primeiro mata-mata da Copa. A Alemanha caiu nos pênaltis diante do Paraguai, enquanto a Holanda também se despediu nos tiros livres, superada por Marrocos.
O jogo em Amsterdã foi bastante brigado e tenso devido à falta de fair play no gol alemão, marcado por Nmecha, e ainda contou com a invasão ao gramado de um jovem torcedor quando restavam oito minutos para o fim. Gapko evitou a decepção caseira ao anotar nos acréscimos, demonstrando a superioridade da seleção holandesa.
MINUTO DE SILÊNCIO E GOL POLÊMICO
Antes do início da partida, foi respeitado um emocionado minuto de silêncio em homenagem a Bartina, esposa do ex-técnico da seleção holandesa, Ronald Koeman, que faleceu há oito dias, vítima de câncer. Cuidar da amada foi o principal motivo para a renúncia de seu cargo.
Em campo, o estreante Xavi Hernández mandou uma escalação bastante ofensiva da Holanda, deixando de fora o artilheiro Memphis Depay, do Corinthians, que ficou fora da convocação, mas com “portas abertas” na seleção.
Do outro lado, o também estreante Jürgen Klopp acabou perdendo, de última hora, Musiala, com dores na coxa. Ele surpreendeu ao escalar o experiente lateral e capitão Kimmich atuando no meio-campo, estratégia que visava valorizar a posse de bola diante de um oponente veloz que queria surpreender com lançamentos longos e acelerações para cima da defesa alemã, especialmente com Summerville.
A Alemanha iniciou o confronto com a bola e rondando a área rival. Aos poucos, os mandantes começaram a se soltar e assumir as ações do jogo. Após cobrança de escanteio, o capitão Van Dijk apareceu livre na pequena área e foi ao fundo da rede, mas Ter Stegen foi atrapalhado por Brobbey e, após consulta ao VAR, o lance acabou sendo impugnado.
O duelo deixou o futebol de lado por um tempo, com algumas entradas duras e desleais, e Havertz acabou substituído com apenas 28 minutos, após levar uma pancada de Van Hecke, saindo lamentando muito.
Em um lance onde o fair play ficou de lado, com Brobbey caído por um problema muscular, o árbitro hesitou em parar o jogo, e os alemães seguiram, resultando no gol de Nmecha, que anotou 1 a 0. A revolta holandesa foi imensa, mas não surtiu efeito.
Adeyemi, sem goleiro e livre na área, mandou pelo alto a chance de ampliar, para desespero de todos os companheiros e do próprio Klopp, incrédulo com o erro de seu atacante. Ao menos, Ter Stegen foi aplaudido pelas três defesas seguidas que evitaram a igualdade antes do intervalo.
TER STEGEN FAZ MILAGRES, MAS GAKPO EMPATA NOS ACRÉSCIMOS
O segundo tempo começou com a Holanda ainda mais ousada, fazendo de tudo para evitar um tropeço na estreia de Xavi Hernández. Acumulando oportunidades, a equipe da casa falhou na finalização e viu Dumfries parar em um milagre de Ter Stegen, que defendeu com a ponta do pé direito. Meerdink ainda acertou o peito do goleiro chutando quase na pequena área e chegou um pouco atrasado no belo cruzamento.
As mãos na cabeça de Xavi refletiam a frustração de sua equipe e da torcida, que sofria com tantas chances desperdiçadas em uma única etapa. A Holanda acumulava finalizações enquanto a Alemanha buscava um contragolpe que não se concretizava. Meerdink teve sua pontaria comprometida em sua estreia, carimbando a trave após leve desvio de Ter Stegen.
A Holanda lutou até o apito final e, merecidamente, conseguiu chegar ao empate nos acréscimos, com Gakpo aparecendo livre para concluir a jogada que começou com uma roubada de bola, superando Ter Stegen – pouco antes, o goleiro havia voado para espalmar a batida colocada de Van Bommel. A igualdade, apesar de tardia, evidenciou que a Alemanha precisa melhorar, pois passou por grandes sustos. A chance de mostrar um melhor desempenho poderá ocorrer no próximo domingo, quando enfrentará a Grécia pela segunda rodada da Liga das Nações. No mesmo dia, os holandeses buscarão o primeiro triunfo em uma visita à Sérvia.
No outro jogo da chave, também nesta quinta-feira, a Sérvia recebeu a Grécia e saiu em vantagem, com Zivkovic abrindo o marcador logo aos quatro minutos. Na etapa final, contudo, Tzolis recebeu de Pavlidis e empatou. Aos 50 minutos, Douvikas definiu a virada, por 2 a 1.
PORTUGAL SUPERA PAÍS DE GALES E NORUEGA BATE DINAMARCA COM DOIS DE HAALAND
A quinta-feira também marcou o início do Grupo 4, com Portugal de Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus, e a Noruega do artilheiro Haaland, ambos confirmando o favoritismo diante de País de Gales e Dinamarca, respectivamente.
Jogando no José Alvalade, em Lisboa, Portugal teve a estreia do técnico Jorge Jesus, que optou pela escalação de Cristiano Ronaldo desde o início. O abrir do marcador, contudo, veio com João Félix, que bateu rasteiro de fora da área logo no início, sendo este gol decisivo para o confronto.
Já a sensação Noruega manteve a boa fase, mas levou um susto diante da Dinamarca, ganhando por 3 a 2, após abrir boa vantagem e permitir a igualdade. Jogando em casa, precisou de apenas 18 minutos para estabelecer 2 a 0, com gols de Oscar Bobb e do artilheiro Haaland. Antes do descanso, Damsgaard descontou.
Na segunda etapa, o que parecia impossível ocorreu, com Hojlund igualando tudo logo aos 15 minutos. No entanto, Haaland apareceu novamente para definir o triunfo apertado.
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