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Surpresas na reta final de ciclo fazem parte da história do Brasil em Copas

Convocação de Ancelotti tem oito jogadores com menos de dez jogos pela seleção; quatro estrearam em 2026

Agência Brasil 13/06/2026
Surpresas na reta final de ciclo fazem parte da história do Brasil em Copas
Ibañez em treino da seleção brasileira antes da estreia na Copa do Mundo de 2026

Chegar ao último ano de um ciclo de Copa do Mundo com poucas oportunidades — ou mesmo sem nunca ter sido chamado à seleção brasileira — não significa o fim do sonho. A convocação de Carlo Ancelotti para o Mundial de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, reforça essa tradição: oito dos 26 jogadores chamados têm menos de dez partidas com a Amarelinha, e quatro estrearam apenas neste ano.

O zagueiro Léo Pereira, o meia Danilo Santos e os atacantes Rayan e Igor Thiago vestiram a camisa da seleção brasileira pela primeira vez nos amistosos contra França e Croácia, em março. A participação foi suficiente para convencer Ancelotti. Entre eles, apenas Danilo Santos já havia sido convocado anteriormente, em junho de 2022, mas não chegou a atuar nos jogos contra Japão e Coreia do Sul, que antecederam a Copa do Catar, ainda sob o comando de Tite.

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O lateral Douglas Santos, que soma sete partidas pelo Brasil e disputa com Alex Sandro a vaga de titular no lado esquerdo da defesa, estreou pela seleção principal em 2016, na Copa América, com Tite, após ser campeão olímpico no Rio de Janeiro. Depois, esperou nove anos para receber nova oportunidade, já com Ancelotti, e se firmar no grupo em 2026.

Os zagueiros Bremer e Ibañez chegaram juntos à seleção brasileira em setembro de 2022, para os amistosos contra Gana e Tunísia, também sob o comando de Tite. Bremer foi à Copa do Catar mesmo tendo apenas um jogo pela Amarelinha. Ausentes em boa parte do ciclo atual, os dois recuperaram espaço no grupo após os amistosos contra França e Croácia. Bremer soma oito partidas pelo Brasil, uma a mais que Ibañez.

Convocado para substituir o lateral Wesley, lesionado, o volante Éderson chegou à lista com apenas três jogos pela seleção — nenhum deles sob o comando de Ancelotti, embora tenha sido observado pelo treinador italiano. A última partida do jogador foi a derrota por 4 a 1 para a Argentina, fora de casa, pelas Eliminatórias da Copa, resultado que culminou na demissão do técnico Dorival Júnior.

Desde a Copa de 1986, no México, o Brasil não tinha tantos convocados com dez jogos ou menos pela seleção principal. Naquela edição, dez dos 22 nomes chamados por Telê Santana se enquadravam nessa condição. Dois deles sequer haviam estreado com a Amarelinha: o lateral Josimar e o meia Valdo.

Situação semelhante ocorreu em 1998, na França. A delegação brasileira tinha apenas três jogadores com dez jogos ou menos entre os 23 convocados: o goleiro Carlos Germano, o volante Emerson — chamado para o lugar de Romário, cortado por lesão — e o lateral Zé Carlos. Este último, que nunca havia atuado pela seleção, estreou justamente na semifinal da Copa, contra a Holanda, porque Cafu estava suspenso.

Em 1994 e 2002, edições em que o Brasil conquistou o título mundial, o número de atletas com no máximo dez partidas pela seleção foi semelhante ao de 2026. No time do pentacampeonato, jogadores com pouca rodagem pela Amarelinha, como os volantes Gilberto Silva, com seis jogos, e Kleberson, com cinco, conquistaram a titularidade e tiveram papel importante na campanha vitoriosa.