Esportes

Mascotes do Mundial incluem águia-careca, espécie salva da extinção

Maple, Zayu e Clutch representam Canadá, México e Estados Unidos e reforçam a tradição das mascotes nas Copas do Mundo.

Agência Brasil 12/06/2026
Mascotes do Mundial incluem águia-careca, espécie salva da extinção
Mascotes Maple, Zayu e Clutch representam os países-sede da Copa do Mundo de 2026.

A Copa do Mundo começou nesta quinta-feira (11), com duas partidas no México. Fora de campo, as mascotes oficiais do torneio também já chamam a atenção do público. Os bonecos do alce Maple, da onça-pintada Zayu e da águia-careca Clutch estão à venda em diferentes sites, lojas e mercados populares.

Criadas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), as mascotes simbolizam cada uma das três sedes da competição deste ano: Canadá, México e Estados Unidos. Os personagens mantêm uma tradição do Mundial e fazem referência à cultura e à identidade dos países anfitriões, além de buscar maior engajamento das torcidas e do público infantil, segundo a entidade.

Notícias relacionadas: Sem Neymar, Brasil finaliza preparação para estreia na Copa no sábado; Copa do Mundo: Fenaj denuncia constrangimento a jornalistas nos EUA; Veja datas e horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo.

Maple

Devido ao grande porte, Maple, o alce, foi apresentado como um goleiro dedicado. O personagem gosta de música, street style e viagens pelo Canadá. O nome é uma homenagem à folha vermelha da árvore maple, símbolo nacional presente na bandeira canadense e da qual se extrai um xarope típico do país.

A mascote veste uniforme vermelho e foi concebida segurando uma bola de futebol.

Zayu

Representando o México, Zayu é uma onça-pintada nativa das selvas do sul do país. A personagem simboliza a herança cultural, a dança, a gastronomia e o espírito vibrante mexicano.

Em campo, Zayu atua como atacante, com destaque para a engenhosidade e a agilidade. A mascote veste uniforme verde e também aparece com uma bola.

A onça-pintada está ameaçada de extinção no México, mas há esforços em andamento que indicam aumento da população desses animais, segundo a organização Aliança Nacional para a Conservação do Jaguar (ANCJ).

Clutch

A águia-careca Clutch representa os Estados Unidos. Segundo a Fifa, a personagem tem espírito livre, busca aventuras e se apresenta como uma líder otimista.

No campo, Clutch é uma meio-campista capaz de mobilizar a equipe. A entidade destaca que, como grandes jogadoras dessa posição, a mascote tem a capacidade de unir as pessoas. De cor azul, ela é representada com a bola nos pés.

Símbolo dos Estados Unidos, a águia-careca era considerada um animal sagrado por povos indígenas, que utilizavam suas penas em rituais de celebração. A ave já enfrentou ameaça de extinção, mas foi protegida por ações de conservação da espécie, incluindo a proibição do uso de um pesticida.

A tradição de mascotes da Fifa começou em 1966, na Inglaterra, com o leãozinho Willie, que vestia uma bandeira do Reino Unido com a expressão Copa do Mundo. Na Copa do México, em 1970, primeira edição do Mundial no país, a mascote foi Juanito, um menino que usava um sombrero típico, mas que recebeu críticas por estereotipar a cultura mexicana.

Lembra do Fuleco?

A Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, também teve a sua mascote: o Fuleco. O tatu-bola, apesar da fama internacional alcançada durante o torneio, ainda corre risco de extinção no país. O pequeno mamífero teve o status reclassificado de “vulnerável” para “em perigo” na lista vermelha da fauna brasileira.

De acordo com a Associação Caatinga, entidade não governamental que mantém um programa de conservação do tatu-bola, a perda de habitat causada pelo desmatamento, as queimadas e a caça estão entre as principais ameaças ao animal.

Para enfrentar o problema, o governo federal ampliou o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, para 916 mil hectares no último dia 10. A medida foi considerada fundamental para proteger o habitat do Fuleco.

A caça ao tatu-bola faz parte da cultura regional e representa um risco para a espécie. “A gente chegava nos lugares e perguntava às crianças: quem comeu tatu no último ano? Todo mundo levantava a mão”, contou o biólogo Felipe Melo, em 2014, quando pesquisou a espécie.

Em seu ambiente natural, o tatu-bola tem papel importante na movimentação de nutrientes da terra, no controle da presença de formigas e na cadeia alimentar, servindo de alimento para grandes felinos. Para Melo, a principal forma de proteger o animal é a criação de áreas naturais, asseguradas por lei, para a manutenção de todo o ecossistema.

A Copa do Mundo terá 104 jogos até o dia 19 de julho, data da final. A estreia do Brasil será contra Marrocos neste sábado (13), às 19h, no horário de Brasília, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A seleção brasileira integra o Grupo C, que também reúne Haiti e Escócia.