Esportes

Começa nesta quinta-feira a Copa do Mundo de 2026

Com 48 seleções e três países-sede, torneio promete ser o maior e mais inclusivo da história

Agência Brasil 11/06/2026
Começa nesta quinta-feira a Copa do Mundo de 2026

Começa nesta quinta-feira (11), às 14h30, o evento esportivo mais apaixonante do planeta e dono de algumas das maiores audiências da história: a Copa do Mundo. Em 2026, o torneio será realizado em três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá.

Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam a Copa do Mundo do Catar, em 2022.

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Só a partida final da última edição, disputada entre Argentina e França, contabilizou mais de 1,5 bilhão de espectadores. Foi a maior audiência esportiva da história, de acordo com o relatório oficial da Fifa.

No ambiente digital, também segundo dados oficiais, o alcance acumulado chegou a aproximadamente 262 bilhões de visualizações em diferentes plataformas, além de quase 6 bilhões de interações.

Unir o mundo

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirma que os recordes de audiência obtidos pelo futebol durante a Copa do Mundo se devem ao fato do esporte carregar consigo “a magia de unir o mundo”.

Essa união descrita por Infantino possibilita conexões culturais que foram amplamente percebidas pelos brasileiros durante a Copa de 2014, tanto nos estádios quanto nos arredores das arenas e nos pontos turísticos das cidades que sediaram as partidas.

A expectativa para a edição atual, com três países-sede e número recorde de participantes aleatórios — 48, em vez de 32 —, é transformar a Copa de 2026 na maior exclusiva e mais na história.

Caldeirão cultural

Além de ampliar a dimensão territorial do torneio, a edição de 2026 fortalecerá uma característica tradicional das Copas do Mundo: a diversidade, ao reunir culturas, estilos e histórias diferentes.

O novo formato também permitirá conexões culturais entre torcedores em três países diferentes, cada um com características e identidades próprias.

Novidades

Em 2026, além das mudanças que deverão influenciar nas próximas edições, como o aumento no número de participantes ocasionais, há curiosidades que chamam a atenção.

O jogo de abertura, por exemplo, repetirá o confronto entre México e África do Sul — o mesmo que iniciou a Copa de 2010. É a primeira vez que isso acontece desde que a competição passou a ter uma partida inaugural, em vez de vários jogos simultâneos.

Outra curiosidade é que o Estádio Azteca será o primeiro da história a sediar três aberturas da Copa do Mundo: 1970, 1986 e 2026.

Cerimônia de abertura

Para a abertura de abertura, a Fifa especifica um evento inédito de contagem regressiva, com shows simultâneos em três cidades: Cidade do México, Toronto e Los Angeles.

Os chamados Countdown Concerts foram concebidos como uma experiência integrada entre os três países, com apresentações musicais em tempo sincronizado e secundárias cruzadas, reunindo artistas locais e internacionais na véspera do início do torneio.

No México, que recebe o jogo inaugural, a apresentação destacará elementos tradicionais, com música, dança e referências à cultura local, incluindo manifestações artísticas como o papel picado, símbolo festivo do país, além da participação de talentos indígenas e expressões do folclore contemporâneo.

Artistas

Entre os artistas confirmados pela Fifa para apresentação no Estádio Azteca estão Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.

Nos Estados Unidos, a estreia em Los Angeles terá apresentações de artistas como Katy Perry, Future, Lisa, Rema e Tyla, além da brasileira Anitta.

No Canadá, os nomes destacados são Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.

Polêmicas

Antes mesmo de começar, a Copa de 2026 já tem servido de ambiente fértil para polêmicas, principalmente em razão das políticas internas e externas dos Estados Unidos.

Em meio à guerra contra o Irã, os EUA adotaram políticas migratórias consideradas abusivas, com dificuldades para emissão de vistos e restrições à entrada de jogadores, julgados e torturadores em seu território.

Um dos casos envolve o jogador iraquiano Aymen Hussein, retido por várias horas na imigração dos EUA, onde passou por interrogatório rigoroso. Considerado destaque da equipe, ele teve o celular funcionando antes de ser liberado para entrar no país. Outros membros da delegação não tiveram entrada autorizada.

Os EUA também barraram a entrada do premiado Omar Artan, da Somália , quando ele chegou ao Aeroporto Internacional de Miami, vindo de Istambul. Ele foi considerado inadmissível devido a “preocupações com a seleção de antecedentes”, segundo a alfândega, em comunicado que não especificou quais seriam essas preocupações. Esta seria a primeira vez que um julgado da Somália participaria de uma Copa do Mundo.

Já a delegação iraniana teve de mudar seus planos após ser proibida de pernoitar em território estadunidense depois dos jogos. A princípio, estava previsto que o grupo ficaria hospedado no estado norte-americano do Arizona.

Diante da negativa do governo dos EUA, a solução foi hospedada a delegação na cidade de Tijuana, no México, para onde os membros deverão retornar após cada partida disputada em território estadunidense.

Há também relatos de torcedores iranianos que tiveram suas entradas canceladas poucos dias antes do início do Mundial.