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China testa tecnologia inédita e coleta amostras oceânicas a 10 mil metros de profundidade

08/06/2026
China testa tecnologia inédita e coleta amostras oceânicas a 10 mil metros de profundidade
Foto: © Foto / CCTV News/Captura de tela

A 16ª expedição do navio chinês Haiyang Dizhi‑6 revelou avanços científicos e tecnológicos em águas profundas, com coleta inédita de amostras — incluindo 90 kg de basalto — e testes bem‑sucedidos de equipamentos, consolidando a China na fronteira da exploração oceânica.

O navio de pesquisa chinês Haiyang Dizhi‑6 concluiu sua 16ª expedição em águas profundas, obtendo avanços relevantes em estudos geológicos e no desenvolvimento de tecnologias essenciais para exploração marinha. A missão coletou dados inéditos e reforçou a capacidade científica da China no mapeamento do fundo oceânico.

A equipe utilizou múltiplos métodos de levantamento e reuniu amostras valiosas, como nódulos polimetálicos, rochas basálticas e água profunda.

Entre os resultados, destacam‑se cerca de 90 quilos de basalto, fundamentais para investigar características do manto terrestre e processos evolutivos profundos.

Segundo o Serviço Geológico Marinho de Guangzhou (GMGS, na sigla em inglês), a expedição também testou com sucesso a primeira estação eletromagnética de aquisição de dados para profundidades de até 10.000 metros desenvolvida na China. O sistema passou por testes em mar aberto e teve seu desempenho plenamente validado.

Os pesquisadores ainda coletaram dados de alta qualidade em uma zona de rift abissal no Pacífico Ocidental, a 7.737 metros de profundidade. Todos os indicadores atenderam aos padrões exigidos, demonstrando a maturidade tecnológica alcançada.

De acordo com o Global Times, o engenheiro Wu Zebin destacou que o êxito dos testes representa um avanço significativo na tecnologia chinesa de levantamento eletromagnético em águas profundas, ampliando a capacidade de pesquisa sobre sistemas terrestres da zona hadal.

Esses progressos também fortalecem a participação chinesa em programas internacionais de perfuração oceânica e na seleção de novos locais de estudo, consolidando o país como protagonista na exploração científica de grandes profundidades.


Por Sputinik Brasil