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Túmulo monumental descoberto na Turquia pode ter ligação com família do rei Midas
Sepultura frígia, datada entre 740 e 690 a.C., revela artefatos raros e sugere descentralização política do antigo reino.
Arqueólogos descobriram na Turquia um túmulo monumental que pode ter sido construído para um membro da família do lendário rei Midas, figura histórica do século VIII a.C.
O túmulo, de provável origem real, pertence ao antigo reino da Frígia (1200 a 675 a.C.) e está localizado a mais de 160 km a oeste da antiga capital, Górdion. A localização remota da sepultura sugere que o poder político frígio era descentralizado, contrariando a ideia de que a administração se concentrava apenas em Górdion, segundo um novo estudo arqueológico.
"O fato de um túmulo de elite ter sido erguido tão longe da capital reforça a ideia de que a organização política frígia não se limitava a um sistema estritamente centralizado, focado na cidade de Górdion", afirmou à Live Science o arqueólogo Huseyin Erpehlivan, da Universidade de Bilecik, na Turquia.
No entanto, Erpehlivan pondera que os objetos luxuosos encontrados no interior do túmulo podem não indicar necessariamente um enterro nobre, mas possivelmente uma troca de presentes entre a realeza e uma figura regional de destaque, como um governador com laços reais.
O novo estudo, publicado na edição de janeiro do American Journal of Archaeology, detalha a arquitetura e os artefatos funerários encontrados na sepultura.
Entre os bens, a equipe identificou diversas jarras de cerâmica, sendo que uma delas trazia um nome frígio inscrito. Também foram descobertas várias situlas — vasos de bronze ornamentados, frequentemente decorados com cenas de batalhas, caçadas e procissões —, o que sugere que a pessoa sepultada ocupava posição de destaque local ou mantinha vínculos com a família real de Midas.
A presença dessas situlas é especialmente relevante, pois, até então, apenas exemplares encontrados no "Monte de Midas", em Górdion — possivelmente o túmulo de Gordias, pai de Midas — haviam sido documentados. Segundo Erpehlivan, os artefatos ajudam a datar o túmulo entre 740 e 690 a.C.
Por Sputnik Brasil
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