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Filipe Luís: o que credencia o ex-lateral do Flamengo ao cargo de coordenador de seleções

De volta à presidência da CBF, Ednaldo Rodrigues cogita contratá-lo junto de Dorival Júnior

Agência O Globo - EXTRA 06/01/2024
Filipe Luís: o que credencia o ex-lateral do Flamengo ao cargo de coordenador de seleções
Filipe Luiz - Foto: Reprodução

Os bastidores da seleção brasileira se agitaram de vez com a volta de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF. Ontem, pouco tempo após Carlo Ancelotti renovar com o Real Madrid e virar carta fora do baralho, o novo-velho mandatário decidiu demitir Fernando Diniz. A decisão veio um dia depois de ser noticiado que a bola da vez é Dorival Júnior, treinador do São Paulo. Além disso, Filipe Luís surgiu como favorito para o cargo de diretor de seleções, vago desde que Juninho Paulista deixou a função, após a Copa do Mundo do Catar.

O lateral esquerdo se aposentou há pouco mais de um mês, finalizando quatro anos e meio de Flamengo. Com passagem longa no futebol europeu, por clubes como Atlético de Madrid e Chelsea, nunca escondeu seu desejo em assumir a área técnica após pendurar as chuteiras.

Aos 38 anos, é habilitado com a licença B da CBF, o que lhe permite treinar times de base. Recentemente, também concluiu as aulas presenciais para obter a Licença A no curso da CBF Academy, que lhe capacitará para comandar equipes profissionais. Contudo, ainda precisa ser aprovado no projeto final.

Mesmo assim, Filipe não possui nenhuma experiência em qualquer cargo fora das quatro linhas. O desejo revelado por Ednaldo, de contratá-lo em conjunto com Dorival, sugere se embasar no relacionamento entre os dois.

Ambos trabalharam juntos no Flamengo em 2022, ano em que ganharam a Libertadores e a Copa do Brasil. Voltando ainda mais no tempo, Dorival era o comandante do Figueirense entre 2003 e 2004, quando o lateral iniciou sua carreira profissional.

O perfil pessoal é outro fator que pode ser atrativo para a CBF. Sempre tratado como "querido" pelos clubes onde passa, é uma pessoa educada e profissional, o que lhe ajudou a ser um dos líderes da vitoriosa geração rubro-negra, contribuindo para conquistas e evolução de todos à sua volta. Mesmo quando estava fora de combate, costumava aparecer para auxiliar treinadores.

A lacuna no cargo, há mais de um ano, também é um dos pontos que motivam a busca por um profissional. Caso toda esta situação se confirme, seria uma aposta na mescla entre experiência e juventude no comando, de dois personagens que têm longa relação.

Claro que, antes disso, é preciso negociar a saída de Dorival do tricolor paulista, que foi pego de surpresa com o interesse por seu treinador, que venceu a Copa do Brasil em 2023. Nem mesmo a permanência definitiva de Ednaldo na presidência da confederação é uma certeza.