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Lei do Ex: verdade ou mito? Balanço mostra como ela atuou no Brasileirão 2023

Rebaixado pela primeira vez, Santos foi quem mais sofreu com ex-jogadores do clube. Já o ex mais vingativo foi Eduardo Sasha, do Bragantino

Agência O Globo - EXTRA 08/12/2023
Lei do Ex: verdade ou mito? Balanço mostra como ela atuou no Brasileirão 2023
Foto: reprodução- agência Brasil

Muitos torcedores do futebol brasileiro conhecem a máxima de que a única lei que funciona no país é a "Lei do Ex". Quando um ex-jogador do seu clube entram em campo para enfrentá-lo, parece que as chances de sofrer um gol exatamente dele aumentam muito. Claro que, no Brasileirão, os jogadores rodam bastante e sempre estão diante desta oportunidade. No entanto, o GLOBO acompanhou a última edição do campeonato, finalizada na quarta-feira, para mostrar se a tal lei é verdade ou mito.

Neste Brasileiro, a Lei do Ex foi executada 38 vezes ao longo das 38 rodadas, o que dá uma média exata de uma por janela de jogos. Elas aconteceram ao longo de 35 partidas, divididas em 23 rodadas.

O clube que mais teve gols de seus jogadores contra ex-clubes foi o Athletico-PR, um total de seis dos 51 que fez no campeonato. Ao todo, cinco atletas fizeram gols desse tipo: Vitor Roque, Vitor Bueno, Pablo, Alex Santana e Madson.

No caminho contrário cinco clubes sequer tiveram uma dessas situações a favor: Vasco, Atlético-MG, Cruzeiro, Goiás e Cuiabá.

A 9ª rodada foi a mais produtiva para as contas, quando aconteceram quatro "Leis do Ex". Nela, Alex Santana (Athletico) marcou contra o Botafogo, Danilo Avelar (América-MG), contra o Corinthians, Lucas Lima (Santos) fez contra o Internacional, e Reinado (Grêmio), diante do São Paulo.

Vítimas recorrentes

Do outro lado, quem mais sofreu com a lei foi o rebaixado Santos, que disputará a Série B em 2024, pela primeira vez em sua história. Ao todo, foram sete gols sofridos dos 64 totais no campeonato. Se ela não foi tão determinante entre os clubes que mais fizeram, pode-se dizer que teve uma contribuição para a queda alvinegra.

O Santos sofreu seis "Lei do Ex" no segundo turno, três delas nas últimas duas rodadas. Na 37ª, a derrota para o Athletico-PR, por 3 a 0, viu Vitor Bueno e Madson marcarem. Já na derrota para o Fortaleza por 2 a 1, na Vila Belmiro, que decretou o rebaixamento, sofreu gol de Marinho, eleito Rei da América no clube.

Aqui, também houve cinco clubes que passaram invictos: Flamengo, Coritiba, Fortaleza, Cuiabá e Athletico. Ou seja, os paranaenses passaram o campeonato com lucro total, enquanto os mato-grossenses nem fizeram nem sofreram.

O 'ex' mais vingativo

Entre os jogadores dos 20 clubes da Série A, Eduardo Sasha foi o que menos perdoou seus ex-clubes. O atacante do Bragantino, que terminou em 6º no campeonato, marcou 11 gols nesta edição, e quatro deles foram através da "Lei do Ex".

Primeiro, o jogador de 31 anos fez o Atlético-MG de vítima, na 10ª rodada, no empate por 1 a 1 no Mineirão. Duas rodadas depois, marcou um dos gols da vitória por 2 a 0 sobre o Goiás. E seu principal ato foi contra o Santos, na 27ª rodada, quando balançou a rede duas vezes na vitória por 3 a 1, na Vila Belmiro. Só faltou marcar contra o Internacional, clube que o formou.

Abaixo dele, Ademir (Bahia) só foi começar a marcar gols assim nos momentos finais do campeonato. Na 37ª rodada, o atacante fez um dos gols da derrota para o América-MG e, na última partida, marcou uma vez na goleada tricolor sobre o Atlético-MG, que livrou a equipe do rebaixamento. Já Everton Cebolinha (Flamengo) marcou contra o Grêmio nos dois turnos.

O restante dos gols foram marcados por 22 jogadores que marcaram apenas uma vez nesta situação. E para quem acha que só vale Lei do Ex a favor, este Brasileirão também teve um episódio de gol contra.

Na 11ª rodada, no empate de 1 a 1 entre Fluminense e Atlético-MG, o tricolor Guga acabou fazendo um gol contra para o clube mineiro. O lateral direito foi o único na conta dos que ajudaram o ex-clube.