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Após sucesso de público, Semana de Arte do Rio deve voltar em setembro de 2027: 'Foi uma experiência de praça de subúrbio em todo o Centro'

Ainda sem uma estimativa oficial fechada, secretário de Cultura da Prefeitura avalia que o público total possa ter chegado a 500 mil pessoas e pretende incluir Campo de Santana entre os espaços para o ano que vem

Agência O Globo - 29/09/2026
Após sucesso de público, Semana de Arte do Rio deve voltar em setembro de 2027: 'Foi uma experiência de praça de subúrbio em todo o Centro'

Com 12 dias de atividades culturais na cidade, sobretudo na região do Centro, cariocas celebraram a circulação em segurança entre áreas como a Cinelândia, Praça XV, Praça Tiradentes e Praça Mauá. A edição de 2027 da Semana de Arte do Rio já está sendo planejada pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC).

Semana de Arte:

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A pasta ainda não tem números consolidados do evento, mas segundo o secretário Lucas Padilha, a avaliação é de que o público inicialmente estimado no plano estratégico da Prefeitura, de 200 mil pessoas, foi superado.

— Os números ainda não estão fechados, mas estamos projetando algo entre 200 mil e 500 mil pessoas. Só na Lapa, para o show em homenagem aos 85 anos do Ney Matogrosso, havia 20 mil pessoas — comenta Padilha sobre a apresentação realizada neste domingo. — E o principal foi a diversidade do público; eu vi muitas crianças, idosos e PCDs nas praças. As pessoas perceberam que era seguro, foi uma experiência de praça de subúrbio em todo o Centro.

O secretário também afirma que já trabalha na programação do ano que vem e já pensa na de 2028, em reuniões com a equipe para avaliar o que funcionou e o que pode ser aperfeiçoado, e que em breve os produtores e responsáveis pelos eventos também serão ouvidos.

— Em novembro, já pretendemos reunir todos que participaram deste ano para ouvir o que eles querem fazer no ano que vem. E, já em dezembro, vamos lançar as bases para 2027, como o edital de fomento específico. O objetivo é ter a programação toda fechada em junho. E queremos incluir o Campo de Santana entre os espaços — adianta. — Em 2027, a Semana de Arte vai começar no último dia da Bienal do Livro (12 de setembro) e próximo à abertura da Bienal de São Paulo (no mesmo mês), então poderemos atrair esses públicos também. A edição também irá contar com os resultados das residências artísticas lançadas neste ano, com pelo menos 30 artistas visuais produzindo trabalhos para a programação de 2027.

Para o secretário, a junção de eventos que estão no calendário cultural do Rio, mas que nem sempre coincidem, como o Mimo Festival, Rio Harp, Rio Cello, Panorama, Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens (FIL) e a Festa Literária das Periferias (Flup), também se mostrou acertada.

— Não foi um grande evento de uma produtora, não foi um grande artista com um grande público ou uma Virada Cultural. Não foi uma linguagem artística em detrimento das outras. Nós conseguimos, nesses 12 dias, criar um panorama interessante da arte carioca e brasileira — comenta Padilha. — Havia uma dúvida dos produtores em relação ao formato, se isso dividiria a atenção do público ou da imprensa. Mas acho que a grande mensagem da Semana de Arte é: a melhor forma de formar público é através da presença de público, com poder de curadoria e “desalgoritimização”. Quem foi ver o "Encantado" da Lia Rodrigues no (festival de dança) Panorama, pode ter ido parar no Festival Midrash (de Teatro) depois. Quem assistiu à Fafá de Belém abrindo o Festival Amir Haddad, pode ter descoberto o Africanoise. As pessoas tiveram a oportunidade de criar seus próprios roteiros a partir do que estavam experimentando ao vivo.

Para o secretário, a programação dinâmica também evitou aglomerações e problemas de deslocamento, mesmo em um final de semana com outras atrações acontecendo na cidade, como o Rio Gastronomia, no Jockey, ou o NFL Rio Game, no Maracanã.

— Não havia nada vazio, mas nada absurdamente lotado também. Todos conseguiram visitar uma exposição, assistir a um show, podendo comer e beber nos lugares próximos, sem aperto. E com a estrutura providenciada pela Prefeitura, com banheiros químicos de qualidade similar aos do Rock in Rio — diz Padilha. — Isso vai incrementando o calendário da cidade. O Todo Mundo no Rio (com shows gratuitos em Copacabana) não existia e já se tornou uma tradição. A Semana de Arte também irá se tornar uma tradição. E a cada edição queremos aumentar a quantidade de escultura pública, muralismo e atividades nas ruas.