Curiosidades

Letícia Colin fala sobre maternidade e 'separação fracassada'

Em entrevista ao videocast 'Conversa vai, conversa vem', atriz conta que sente um 'amor violento' pelo filho e revela que voltou atrás na separação porque sentia 'uma dor insuportável': 'Às vezes, as coisas têm que acabar para percebermos que precisam começar de novo'

Agência O Globo - 28/09/2026
Letícia Colin fala sobre maternidade e 'separação fracassada'
Letícia Colin

Letícia Colin teve uma separação fracassada. Em entrevista ao videocast 'Conversa vai, conversa vem', que vai ao ar nesta segunda (28), às 18h, nos canais do GLOBO no Youtube e no Spotify, a atriz de 36 anos revela que voltou atrás na separação do marido, Michel Melamed, porque sentia 'uma dor insuportável'. No ar na novela das 21h, 'Quem ama cuida', Letícia também falou sobre sua experiência de maternidade. Leia trecho:

Seu filho Uri está com seis anos. Ser mãe é mais rock and roll do que paz, né?

É radicalíssimo. Recorro muito à Nise da Silveira, porque ela descreve o que o paciente vive internamente, umas explosões psíquicas, e me parece que nomeia. Às vezes, até o amor é violento. Sinto um amor violento pelo meu filho. Ele me dói, me atravessa, me desnorteia. É um misto de vontade de querer cuidar, raiva por não saber como, cansaço, loucura, paixão e encantamento. Não é fácil dar conta desse radicalismo, dessa intensidade de amor e dor.

Maria Rita:

Amo a história da sua 'separação fracassada' do seu companheiro, o poeta Michel Melamed. É uma história de amor... Quando percebeu que havia feito a escolha errada?

Letícia: Era uma dor insuportável. Foi ficando difícil, a vida foi se tornando triste e sem compreensão. Parecia que eu estava num país estrangeiro onde ninguém falava a minha língua. O mundo já é um lugar difícil e maravilhoso, mas é complicado frequentá-lo e sobreviver entre tantas possibilidades. Como se faz essa curadoria de quem queremos ao nosso lado e do tempo que vamos despender para nós mesmos e para o outro? Quando encontramos um ponto de contato concreto e real do que é a vida, parece que nos sintonizamos. Isso é raro e especial. O que vivemos foi bonito e difícil, mas tinha que ser. E só voltamos a nos unir porque nos separamos. Às vezes, as coisas têm que acabar para percebermos que precisam começar de novo.

Em casas separadas...

Um pouquinho mais de espaço para cada um, convivendo com as diferenças de um jeito mais organizado. Ele é autor, dramaturgo e diretor, e eu busco entender esse universo dele. Da mesma forma que tenho uma infinidade de sentimentos e pensamentos, ele também os tem. Eu achava que ele deveria entender tudo que não perdoava quando não o fazia. Mesmo sendo incrível e feminino, às vezes, ele não dá conta de mim. Projetei que ele pudesse resolver tudo, mas isso é cruel. Ninguém dá conta de ninguém. Eu preciso dar conta de mim.