Curiosidades
Isolamento e vida natural: conheça a fazenda de 140 hectares onde Ney Matogrosso devolveu 10 mil animais à mata
Com nascentes e metade conservada, propriedade em Saquarema é usada como ponto de soltura de diversas espécies
Em meio à Mata Atlântica, em Saquarema, na Região dos Lagos, Ney Matogrosso mantém uma fazenda de cerca de 140 hectares dedicada à preservação da natureza. Adquirida pelo cantor na década de 1990, a propriedade é um de seus principais refúgios para fuga dos grandes centros e, com o tempo, ganhou uma nova função: tornou-se área de soltura e reabilitação de animais silvestres. Hoje, mais da metade do perímetro é conservada e mais de 10 mil animais já foram devolvidos à natureza.
Nenhuma afinidade:
Aprovada pela família:
O espaço ganhou atenção recentemente com a visita de Marisa Monte, que acompanhou Ney justamente na soltura de uma preguiça-de-três-dedos reabilitada. Diante da mata preservada, os dois acompanharam de perto o momento em que o animal deixou uma caixa e voltou à vida livre, subindo pelas árvores da propriedade. A ação faz parte do trabalho realizado no local em parceria com o Instituto Vida Livre, do qual Ney é patrono.
“Eu sempre convivi com muita tranquilidade e harmonia na natureza. Esse trabalho é a continuação de algo que eu sempre fiz. Quando encontrei esse lugar, achei adequado para desenvolver esse trabalho. E eu desejei tanto que o Vida Livre apareceu. Eu queria usar esse lugar para isso”, disse o cantor em um vídeo.
Localizada no distrito de Sampaio Corrêa, a fazenda tem diversas nascentes, fontes de água potável e é cortada pelo Rio Mato Grosso (coincidências à parte). A casa principal segue o ambiente natural, com dois pavimentos, estrutura de madeira e grandes varandas voltadas para a floresta. Sem ostentação, a residência foi pensada para manter o contato direto com a paisagem.
O isolamento e a tranquilidade fazem parte da rotina de Ney no local. O cantor já afirmou que beber água diretamente das nascentes e aproveitar o silêncio da mata são experiências que considera muito valiosas. Durante a pandemia da Covid-19, o sítio também foi seu principal refúgio.
Além da preguiça acompanhada por Marisa, a fazenda já recebeu uma grande variedade de espécies, como capivaras, tamanduás, lontras, gambás, corujas, periquitos, gaviões, cobras, tartarugas e jacarés. Antes da soltura, os animais passam por avaliações veterinárias e períodos de adaptação para recuperar condições de sobrevivência na natureza.
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