Curiosidades
Após morte de Luiz Carlos Barreto, Lula decreta luto oficial e exalta legado do produtor e diretor
Em homenagem, presidente ressalta contribuição de Barretão para o Cinema Novo, para a indústria audiovisual e para o reconhecimento internacional do cinema brasileiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de três dias pela morte do produtor de cinema Luiz Carlos Barreto, o Barretão , um dos principais nomes da história do audiovisual brasileiro. Em mensagem publicada no X nesta quarta-feira, Lula afirmou que a produção cinematográfica nacional deve muito ao produtor e destacou sua contribuição para as contribuições do cinema brasileiro ao longo das últimas cinco décadas.
"O cinema brasileiro deve muito a Luiz Carlos Barreto, que nos deixou nesta quarta-feira. Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos", disse o presidente.
Na mensagem, Lula também prestou solidariedade à viúva, à produtora Lucy Barreto , aos filhos Paula e Bruno Barreto , além de familiares, amigos e colegas do cineasta. O presidente afirmou que ele e a primeira-dama Janja enviam um “abraço muito carinhoso” à família.
Barretão faleceu na madrugada desta quarta, aos 98 anos. A informação foi divulgada por familiares ao GLOBO . O produtor vinha com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu uma queda visitando seu estado natal, o Ceará , para uma homenagem. Ele estava internado desde a última terça-feira.
Ele foi um dos mais importantes nomes da história do cinema brasileiro, com seis décadas de atuação, tendo sido envolvido com o movimento do Cinema Novo , que revolucionou o audiovisual nacional nos anos 1960. Graduado em Letras, com atuação no jornalismo e no fotojornalismo, foi diretor de fotografia de dois dos mais longos períodos nacionais do período: "Vidas secas" (1963), de Nelson Pereira dos Santos, uma adaptação de romance homônimo de Graciliano Ramos , e "Terra em transe” (1967), de Glauber Rocha.
Através da produtora LC Barreto Produções Cinematográficas , fundada em maio de 1963, Barretão ajudou a tornar realidade obras clássicas como "Garrincha — Alegria do povo" (1963), de Joaquim Pedro de Andrade, "A hora e vez de Augusto Matraga" (1965), de Roberto Santos, "O dragão da maldade contra o santo guerreiro" (1969), de Glauber Rocha, e "Brasil ano 2000" (1969), de Walter Lima Jr.
Foi como produtor que ficou mais conhecido, apesar de trabalhos relevantes como fotógrafo e roteirista. Foram mais de 80 produções em 60 anos de atividade, tendo como maior sucesso "Dona Flor e seus dois maridos" (1976), de Bruno Barreto, seu filho mais velho, adaptação do clássico de Jorge Amado que foi visto por quase 11 milhões de pessoas nos cinemas brasileiros.
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