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Maria Rita revela que causa da morte da mãe, Elis Regina, a afastou das drogas: 'Sou careta com orgulho'

Em entrevista ao videocast 'Conversa vai, conversa vem', cantora narra o momento em que descobriu a verdade sobre os motivos do falecimento de sua progenitora e conta: 'Sentia que era um assunto proibido em casa'

Agência O Globo - 15/07/2026
Maria Rita revela que causa da morte da mãe, Elis Regina, a afastou das drogas: 'Sou careta com orgulho'
Maria Rita - Foto: Reprodução / Youtube

Maria Rita relembrou o momento em que descobriu a verdade sobre a causa da morte de sua mãe. A cantora tinha 12 anos e sentia que aquela era, até então, um assunto proibido dentro de sua casa. Elis Regina morreu em 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos, quando a filha tinha apenas 4 anos, vítima de uma parada cardíaca. Exames periciais e laudos médicos da época comprovaram que a causa foi uma intoxicação aguda provocada pelo consumo de cocaína associada à ingestão de bebida alcoólica. Em entrevista ao videocast '', Maria Rita afirmou que a descoberta a levou das drogas ao longo da vida. Leia o trecho:

O modo como sua mãe, Elis Regina, morreu, te levou do álcool e das drogas?

Faça álcool, não, não vou mentir, mas drogas. 100%. Eu tinha uns 12 ou 13 anos quando descobri a verdade. Antes, eu sabia que ela tinha um dodózinho no coração. Eu tinha o entendimento de que esse era um assunto proibido. Mas um dia, meu pai viajoudo a trabalho e chamou minha avó para ficar com a gente. E aproveitei. No fundo de um armário tinha uma mini biografia dela, uma coleção chamada 'Os Grandes Gaúchos', acho. Um livrinho que eu estava lendo. Achei que estava escondida, mas quando eu ia para a escola, minha avó arrumava o meu quarto e viu embaixo do meu travesseiro.

Débora Colker.

Cláudia Raia.

Ela sabia que estava lendo...

E deixou. No dia que eu li (sobre a causa da morte), era a última frase do livro, tive uma ocorrência violenta. Minha avó abriu a porta do meu quarto, botou a cabecinha assim para dentro, ficou me olhando. Eu falei: 'Vó, é verdade?'. Na troca de olhar, entendi que ela sabia que eu estava lendo e deixou. Aí virou uma coisa minha e dela, passou a confiar coisas comigo. Naquele momento, existia uma campanha nacional contra drogas, diziam que era, tipo, tudo péssimo. E eu confundiu a cabeça. Tipo: minha mãe era péssima?'. Não entendi muito bem. Depois de alguns anos, fui fazer um estágio numa revista e a diretora era muito amiga da minha mãe e me disse: "Opa, peraí, que tem um negócio esquisito aí, você está errado". Foram duas coisas que ela limpou na mente: que minha mãe era do mal por conta do uso da droga. Ela falou: 'Todo mundo usava, estava experimentando, curtindo a onda. O que fala dela não é verdade. Sua mãe era careta, não sabia usar, foi uma fatalidade'. A segunda coisa: 'Sua mãe era completamente apaixonada por você especificamente. Era louca pelos irmãos, claro, mas com você era uma paixão. Tira qualquer dúvida que tenha na cabeça'.

Ela meio que salvou sua vida e sua cabeça...

Nossa, aquilo me salvou muito. E fui entender que tenho uma personalidade intensa e preciso tomar cuidado com essas coisas. Sou careta com orgulho.