Curiosidades

Três anos após morte de Rita Lee, filho abre cadernos inéditos e compartilha mensagens da cantora

João Lee publicou fotos de anotações deixadas pela artista e descreveu experiência como uma forma de comunicação com a mãe

Agência O Globo - 08/05/2026
Três anos após morte de Rita Lee, filho abre cadernos inéditos e compartilha mensagens da cantora
Rita Lee - Foto: Reprodução

Três anos após a morte de Rita Lee , o filho do artista, João Lee, emocionou seguidores nas redes sociais ao revelar um ritual íntimo criado para se reconectar com a mãe. Em um post publicado nesta sexta-feira (8), João contou que decidiu abrir, pela primeira vez, alguns dos numerosos cadernos, bloquinhos e folhas soltas deixadas pela cantora. Todos repletos de frases, ideias, pensamentos e letras escritas ao longo da vida, muitos deles inéditos.

Ritual de descoberta

"Minha mãe sempre foi uma pessoa criativa. E produtiva. Pela casa inteira havia bloquinhos, cadernos, folhas soltas, anotações, ideias, frases, letras, pensamentos", relatou João. Segundo ele, ainda existem muitos textos secretos guardados entre os papéis, alguns nunca lidos nem pelo próprio filho.

Ao receber de "gastar" a sensação de descoberta, João criou uma espécie de regra afetiva: abrir apenas cinco páginas convidadas, "como se estivesse lendo cartas de tarô". O objetivo é deixar que as palavras surjam espontaneamente, como uma forma de comunicação simbólica com a mãe.

Reflexões e emoção

Entre os trechos encontrados estão reflexões sobre medo, amadurecimento, coragem e amor. "O universo não tá nem aí se você tem medo, ou quer novidade, mas escute isso: todos medo têm. A diferença é você continuar se confundindo, mesmo que…", diz uma das anotações manuscritas.

João Lee se emociona com as novidades que tem encontrado: "Hoje faz três anos que você foi, mãe. E de alguma forma, vamos continuar nos comunicando. Te amo", escreveu.

Legado de Rita Lee

Rita Lee morreu aos 75 anos, em maio de 2023, em decorrência de um câncer. Em 2021, a cantora foi descoberta com um tumor primário sem remoção, após descoberta de um check-up no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Na época, o artista precisou se afastar dos holofotes e se submeter a tratamentos como imunoterapia e radioterapia, enfrentando uma das doenças mais comuns no Brasil.