Curiosidades
Reportagens sobre conflito no Oriente Médio e Donald Trump ganham Prêmio Pulitzer
O prêmio americano é concedido a profissionais de jornalismo, literatura, teatro e música
A Universidade de Columbia anunciou na segunda-feira (6) os 23 vencedores do Prêmio Pulitzer, honraria concedida desde 1917 a profissionais que se destacam no jornalismo, literatura, teatro e música nos Estados Unidos. Nesta edição, o comitê destacou reportagens sobre a política conduzida pelo presidente Donald Trump e sobre a guerra entre Israel e Palestina.
Destaques do jornalismo:
O jornal New York Times foi agraciado com quatro prêmios: uma reportagem investigativa sobre os lucros de Donald Trump em suas negociações; o podcast “Pablo Torre Finds Out”, do The Athletic (braço esportivo do NYT); uma série de colunas de opinião de M. Gessen sobre o avanço do autoritarismo; e uma série fotográfica do palestino Saher Alghorra, que documentou a privação alimentar dos palestinos em Gaza em decorrência da guerra com Israel.
Segundo o comitê do Pulitzer, Saher Alghorra foi reconhecido por uma “série comovente e sensível que retrata a devastação e a fome em Gaza resultantes da guerra com Israel”.
Hannah Natanson, do Washington Post, recebeu o prêmio por sua cobertura do Departamento de Eficiência Governamental, criado em 2025, e dos cortes promovidos pelo governo Trump no funcionalismo público federal. Em razão dessa cobertura, Hannah foi alvo de uma operação do FBI em janeiro, quando agentes revistaram sua residência e apreenderam celulares e notebooks. O FBI alegou que a ação fazia parte de uma investigação sobre vazamento de informações confidenciais envolvendo um contratante do governo federal.
A agência Reuters conquistou dois prêmios: um por reportagens que revelaram como a Meta (controladora do Facebook, WhatsApp e Instagram) expôs conscientemente usuários, inclusive crianças, a chatbots de inteligência artificial prejudiciais e anúncios nocivos — denúncias que apontaram ganhos de US$ 16 bilhões em publicidade. O segundo prêmio foi concedido pela cobertura da campanha de retaliação política de Trump contra adversários.
Outros veículos americanos também foram reconhecidos em diferentes categorias.
Destaques em literatura e artes:
Na literatura, Daniel Kraus venceu na categoria ficção com o romance “Angel Down”, que narra, em uma única frase ao longo de 300 páginas, a história de soldados da Primeira Guerra Mundial que encontram um anjo caído na Terra de Ninguém.
Jill Lepore foi premiada em História por “We the people: a history of the U.S. Constitution”, obra que explora as dificuldades em se alterar a Constituição dos EUA.
Brian Goldstone, com “There is no place for us: working and homeless in America”, levou o prêmio de não ficção por sua análise e narrativa sobre a crise de famílias sem-teto no país.
Em poesia, a coletânea “Ars Poeticas”, de Juliana Spahr, foi reconhecida por examinar a relação entre arte, comunidade e política.
Na música, Gabriela Lena Frank recebeu o prêmio por “Picaflor: a future myth”, uma obra sinfônica inspirada em incêndios florestais na Califórnia e lendas andinas, acompanhando o percurso de um beija-flor diante de catástrofes naturais.
(Com informações do New York Times e agências internacionais)
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