Curiosidades

Artista que transforma jornais em arte celebra 60 anos de carreira

Expoente da contracultura e do pós-neoconcretismo, Luciano Figueiredo inaugura hoje mostra na galeria Anita Schwartz

Agência O Globo - 05/05/2026
Artista que transforma jornais em arte celebra 60 anos de carreira
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Luciano Figueiredo, referência da geração pós-neoconcreta e figura central da contracultura brasileira, inaugura nesta quinta-feira, às 19h, a exposição "Por toda parte escreverei o teu nome" na galeria Anita Schwartz, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A mostra, com curadoria de Luiz Chrysostomo, marca os 60 anos de carreira do artista e destaca sua relação com a mídia impressa, utilizando tiras de jornais como O GLOBO em novas obras.

Pintor, designer gráfico, poeta e cenógrafo, Figueiredo também atuou como curador e gestor em instituições culturais de destaque. Sua exposição anterior foi realizada em Weimar, na Alemanha, antiga sede da Bauhaus, escola que revolucionou a arte, arquitetura e design no século XX.

Para a mostra que estreia hoje, Luciano dedicou quase um ano de trabalho em seu ateliê, criando colagens com tiras de papel, manchas, cores e carimbos. Segundo o curador, o artista "dá vida a uma busca que sempre definiu sua poética".

Luciano iniciou a carreira em 1960, como cenógrafo em Salvador, e, em 1967, já participava da Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Em 1969, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde desenvolveu projetos gráficos para discos, livros e revistas, como a icônica capa do álbum "Fa-tal — Gal a todo vapor", de Gal Costa, em 1971, e a publicação Navilouca, dos poetas Torquato Neto e Waly Salomão. O interesse pelo uso de páginas de jornais impressos surgiu entre 1972 e 1978, período em que viveu no exterior.