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Sexta-feira 13 dá azar? Entenda as origens da superstição que atravessa séculos

Mistura de referências bíblicas, mitologia e cultura popular ajudou a transformar a data em símbolo de medo — mas também de proteção para alguns

Agência O Globo - 13/03/2026
Sexta-feira 13 dá azar? Entenda as origens da superstição que atravessa séculos
Sexta-feira 13 dá azar? Entenda as origens da superstição que atravessa séculos - Foto: Reprodução /fre

Cercada por mistério, superstições e até rituais, a sexta-feira 13 tornou-se sinônimo de azar para muitos — embora, para outros, seja uma data associada a energia e proteção. A fama desse dia resulta de uma combinação de referências bíblicas, mitologia e cultura popular, que transformaram a data em um símbolo de medo e cautela.

Por que sexta-feira 13 é considerada de azar?

A associação entre o número 13 e a má sorte remonta à Bíblia, onde Judas, o apóstolo que traiu Jesus, seria o 13º participante da Última Ceia. A crucificação de Cristo teria ocorrido em uma sexta-feira, reforçando ainda mais a ligação negativa. Segundo especialistas, a cultura cristã ocidental propagou essa ideia, enquanto em outras culturas o número 13 pode ser visto como símbolo de sorte.

Além dos aspectos religiosos, a mitologia também alimenta o mito. Na tradição nórdica, por exemplo, o deus Loki teria causado desordem ao aparecer como o 13º convidado em um banquete de deuses, resultando na morte de um deles.

Há ainda interpretações bíblicas menos conhecidas que sugerem que eventos como a queda da Torre de Babel e a tentação de Adão e Eva também teriam ocorrido em sextas-feiras 13.

Crença coletiva reforça o significado da data

Apesar da fama negativa, especialistas afirmam que a energia atribuída ao dia depende fundamentalmente das crenças das próprias pessoas.

— A sexta-feira 13 tem uma egrégora criada por nossa própria crença coletiva — explica um estudioso.