Curiosidades

Declaração de amor e 'viver o agora': os últimos conselhos de Eric Dane antes de morrer

Ator, que morreu aos 53 anos, revelou em 2025 o diagnóstico de ELA, doença neurológica degenerativa sem cura

Agência O Globo - 21/02/2026
Declaração de amor e 'viver o agora': os últimos conselhos de Eric Dane antes de morrer
Eric Dane - Foto: Reprodução / Instagram

A morte de Eric Dane, ocorrida na quinta-feira (19), aos 53 anos, comoveu amigos, artistas e fãs que o acompanharam desde que, em 2025, ele revelou enfrentar a esclerose lateral amiotrófica (ELA) — doença neurológica degenerativa ainda sem cura. Apesar das adversidades, o astro de “Grey’s Anatomy” e “Euphoria” fez questão de compartilhar conselhos e reflexões que acumulou ao longo da vida.

Viver o presente

“Vivam agora, o presente. É difícil, mas aprendi a fazer isso. Por anos, me perdi na minha cabeça, chafurdando em preocupação, autopiedade, vergonha e dúvida. ‘Eu deveria ter feito isso’, ‘eu nunca deveria ter feito isso’. Não mais. Para sobreviver, eu me forcei a estar no presente, mas eu não quero estar mais em lugar nenhum. O passado contém arrependimentos e o futuro permanece desconhecido, então vivam o agora”, recomendou Dane, em entrevista ao documentário “Famous Last Words”, da Netflix.

Paixão e propósito

“Se apaixonem. Não necessariamente por uma pessoa, embora eu também recomende isso. Mas se apaixonem por algo. Encontrem sua paixão, sua alegria, a coisa que vai fazer vocês levantar da cama pela manhã”, aconselhou. “Achem algo que anime vocês, seu caminho, propósito, sonho, então vão atrás disso.”

Amor e gratidão

Em determinado momento, Dane também mencionou a ex-esposa, Rebecca, a quem dedicou uma declaração de amor: “A gente ainda se ama profundamente, eu só acho que a gente não quer mais viver um com o outro. Mas tem muito amor aí. Eu nunca vou me apaixonar por qualquer mulher como eu me apaixonei pela Rebecca. Ela é a mãe das minhas filhas”.

Valorização dos amigos

O ator destacou ainda a importância da amizade em sua vida, especialmente na fase final. “Achem seus amigos e permitam que eles achem vocês, e se deem a eles. Os melhores darão a vocês de volta. Sem julgamento, condições ou perguntas a serem feitas. Eu sou muito grato pela minha família e amigos mais próximos. Todos se colocaram à disposição. Eu não posso fazer nem as menores coisas que eu costumava fazer. Não posso dirigir, ir à academia, ao café, mas aprendi a abraçar alternativas. Meus amigos vêm até mim. Nós comemos juntos, assistimos a um jogo, ouvimos música. Eles não fazem nada de especial, apenas aparecem”, relatou.