Curiosidades
Talento familiar: conheça as Grabas, quatro irmãs que conquistam as redes com vídeos musicais
Entre covers e músicas autorais, elas mostram rotina, criatividade e harmonia em cada vídeo
Quatro irmãs — Ariela (22), Dália (20), Júlia (18) e Diana (17) Grabarz — transformaram vídeos caseiros no Instagram em um projeto musical que já conquista milhares de fãs nas redes: mais de 200 mil seguidores no Instagram, 700 mil no TikTok e 33 milhões de curtidas na plataforma.
Roteiro do pagode:
Vídeo:
O lançamento de “Desconhecido”, primeira música autoral das Grabas, marcou um momento importante na história do grupo, representando a transição do grupo de covers para músicas autorais. O clipe da faixa já ultrapassou 163 mil visualizações no YouTube, mostrando a receptividade do público e consolidando o grupo como um projeto com identidade própria. Para as irmãs, essa estreia não é apenas um ponto de chegada, mas o início de uma fase.
O nome do grupo surgiu de um apelido que acabou virando identidade. O sobrenome da família é Grabarz, de origem polonesa, mas desde pequena Ariela percebia que os amigos tinham dificuldade de pronunciar o nome corretamente. Para facilitar, começaram a chamá-la de “Graba”, um apelido que acabou pegando entre amigos.
Com o tempo, as irmãs também passaram a ser chamadas pelo apelido, e quando o projeto musical começou a ganhar força nas redes sociais, ele evoluiu para “Grabas”, uma versão mais curta, fácil de lembrar e de pronunciar, que acabou se tornando o nome oficial do grupo.
— No começo eu não gostava muito, mas com o tempo percebi que tinha uma história legal por trás. Quando criamos o perfil, usar “Grabas” foi natural, porque já era algo que tinha a nossa cara — contou Ariela.
A paixão pela música não vem do acaso. Os pais das irmãs Grabarz se conheceram em um coral profissional, onde já desenvolviam suas vozes e compartilhavam o gosto pela arte. Quando as filhas eram pequenas, eles não apenas incentivaram a aproximação com a música, mas também integraram as crianças às apresentações do coral, proporcionando uma primeira experiência de palco ainda na infância. Ao longo dos anos, as irmãs chegaram a dividir o palco com artistas renomados, como o cantor Toquinho, sempre como participações especiais, o que tornou a música parte natural do cotidiano da família.
O incentivo da família continuou em casa: o avô comprou o primeiro piano, e todas passaram a estudar o instrumento desde cedo. A música se tornou parte do dia a dia das irmãs, que começaram a tocar, cantar e criar juntas, transformando a prática musical em rotina e fortalecendo o vínculo entre elas e a música. Atualmente, as quatro fazem aula de piano clássico e canto.
— A gente vai se complementando. Por exemplo, na música “Desconhecido”, uma de nós começou com uma parte, trouxe para o grupo e falou: “Gente, tenho isso aqui”. Aí cada uma acrescentou algo: uma melodia, uma letra, uma ideia de harmonia. A música final não é de uma pessoa só, é realmente das quatro — explicou Dália. — Mesmo quando parecia só diversão, a gente sempre foi muito disciplinada. Treinava todos os dias, mesmo que fosse dez minutos, porque sabia que só com consistência ia conseguir evoluir.
Resgatada por brasileiro:
Dália sempre teve um papel central na organização das Grabas. Ela é quem define horários de gravação, revisa cada vídeo e garante que o conteúdo seja postado com regularidade. Segundo a própria, manter a disciplina e a consistência é essencial para que o projeto funcione, e ela se empenha para que todas sigam o cronograma, equilibrando a música com os estudos e compromissos de cada uma.
Além de cuidar da parte prática, Dália também é a principal incentivadora do grupo. Ela acredita no potencial das irmãs mesmo antes de qualquer validação externa e sempre estimulou que continuassem investindo no projeto. A postura visionária dela foi determinante para que a música deixasse de ser apenas um hobby e se tornasse um projeto sério, capaz de conquistar milhares de fãs nas redes sociais.
Identidade das Grabas na internet
Os vídeos virais ajudaram a definir a identidade visual do grupo. Um piano sempre aparece nas gravações, e as irmãs costumam se organizar em fila, em frente ao cenário de casa, que funciona como um estúdio improvisado.
— A gente foi entendendo o que funcionava para o público e para nós — explicou Júlia, lembrando que a estética das gravações acabou se tornando uma marca registrada das Grabas.
Além da música, o conteúdo familiar é parte do que atrai o público. Em diversos vídeos publicados, familiares aparecem. Segundo Júlia, esse conteúdo familiar é uma das marcas que elas tentam passar.
— As pessoas adoram quando nosso pai aparece, quando nossa mãe aparece, quando nossa avó aparece. Isso faz parte da nossa identidade. Esse público é o que nós buscamos alcançar com o que fazemos — disse Júlia.
Menos é Mais, Di Propósito e Benzadeus:
Os comentários e mensagens dos seguidores ajudam o Grabas a entender o que o público mais gosta e o que vale a pena explorar. Muitas vezes, pedidos de músicas específicas ou sugestões de covers aparecem repetidamente, e as irmãs levam isso em consideração na hora de montar o cronograma de gravações. Além disso, os feedbacks servem como motivação, mostrando que o trabalho delas é acompanhado e valorizado por pessoas de diferentes idades e lugares.
— A gente sempre lê bastante os comentários. Se muita gente pede uma música, a gente tenta atender, mas sem perder o nosso estilo — disse Diana.
Próximos passos
Após o lançamento de "Desconhecido", a ideia é explorar diferentes estilos musicais, aproveitando o repertório variado e a formação sólida que cada uma possui.
— A gente não quer se prender a um único estilo. Cada música nova pode ter uma pegada diferente, porque todas nós temos repertório e experiências que permitem brincar com arranjos, harmonias e gêneros — explicou Ariela.
O grupo pretende lançar outras composições em breve, mantendo o mesmo cuidado na produção e o processo coletivo de criação que sempre foi a marca do Grabas.
— Cada música é uma experiência nova. Às vezes uma tem mais pegada romântica, outra é mais dramática, outra mais leve. A ideia é ir variando, experimentar, sem perder a nossa identidade — completou Diana.
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