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HBO prepara documentário sobre francesa vítima de estupros organizados pelo marido

Filme vai acompanhar Gisèle Pelicot após julgamento que condenou 51 homens e será dirigido por produtora vencedora do Oscar

Agência O Globo - 06/01/2026
HBO prepara documentário sobre francesa vítima de estupros organizados pelo marido
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A HBO está desenvolvendo um documentário sobre Gisèle Pelicot, francesa que sobreviveu a dez anos de abusos após ser dopada e violentada por dezenas de homens, em crimes organizados pelo próprio marido. A informação foi divulgada pelo site Deadline.

O filme, ainda sem título, será dirigido por Joanna Natasegara, produtora vencedora do Oscar por “The White Helmets”. A produção irá retratar a trajetória de Pelicot após o julgamento que resultou na condenação de 51 homens, em um dos maiores processos por violência sexual já realizados na França.

Gisèle Pelicot optou por abrir mão do anonimato e falar publicamente sobre o caso, tornando-se uma voz ativa em defesa de sobreviventes de violência sexual. O documentário pretende mostrar seu processo de reconstrução e sua determinação em continuar debatendo o tema.

A equipe conta com Abigail Anketell-Jones (“O Discípulo”) e Brenda Coughlin (“Cidadãoquatro”) como produtoras, ao lado de Joanna Natasegara. Na produção executiva estão Laura Poitras (“Cover Up”), Mariana Oliva, Marcos Nisti, Luana Lobo, Estela Renner e Ana Lucia Villela (MFF & Co.), James Costa e Trevor Burgess (Bird Street Productions), Chandra Jessee e Rebecca Lichtenfeld (InMaat), Maxyne Franklin e Sandra Whipham (Doc Society) e Jenny Warburg.

Em entrevista ao Deadline, Joanna Natasegara destacou a coragem de Pelicot ao tornar sua história pública: “A decisão de Gisèle de se levantar e falar por sobreviventes de violência sexual em todo o mundo é simplesmente um ato de coragem inspirador. O filme é um testemunho de sua insistência na dignidade, de sua recusa em ser definida pelos crimes cometidos contra ela e de como a França e o resto do mundo escolhem responder à sua bravura. Desde o dia em que soube de sua história, senti a responsabilidade de ajudar a contá-la”, afirmou a diretora.