Curiosidades
Atriz venezuelana Gaby Spanic, de 'A usurpadora', gera polêmica ao apoiar intervenção dos EUA no país
Estrela de novela de grande sucesso no Brasil, onde mora atualmente, artista divide opiniões de fãs após celebrar captura de Nicolás Maduro
A atriz venezuelana Gaby Spanic, conhecida por protagonizar a novela "A usurpadora" (1998), usou as redes sociais para celebrar a intervenção militar dos em seu país natal e a captura do presidente e sua esposa, Cilia Flores. O posicionamento da artista — que vive no Brasil desde novembro de 2025, após participar do reality show "", em que foi expulsa em outra colega — vem dividindo a opinião de seguidores na web.
No RJ:
Investigações em curso:
"Defender a liberdade da é reconhecer o sofrimento de milhões de pessoas que enfrentam censura, crise, repressão e falta do básico para sobreviver. É entender que democracia, direitos humanos e justiça social não deveriam ser privilégios, mas direitos universais. Não se trata de torcida política. Trata-se de empatia, consciência e humanidade", escreveu Gaby Spanic, em publicação no X.
Em vídeo no Instagram, ela aparece segurando uma bandeira em que se lê: "Venezuela livre". Em outro post, a atriz de 52 anos — famosa por interpretar, em "A usurpadora", as gêmeas Paola Bracho, vilã, e Paulina Martins, mocinha — publicou um cartaz com um mapa de seu país e a bandeira venezuelana envoltos numa ilustração bíblica. Ela também repostou um vídeo de agosto de 2024, um mês depois da controversa reeleição de Maduro em seu país, no qual profetizava a queda do ditador.
"Eu não sou profeta, eu não sou pastora, eu só amo o Cristo. Falta pouco, muito pouco para a Venezuela ser livre. Existe uma guerra espiritual na Venezuela. Estamos remando para a sua vitória, Senhor, para sua honra e Glória. Tem muita magia negra, sacrifício com animais... Tem muita imundice. Precisamos nos purificar. Nosso país será livre! Temos que ter fé e esperança", comentou.
Controvérsia nas redes
O posicionamento de Gaby Spanic gerou controvérsia nas redes sociais. Parte dos admiradores da artista prestou apoio para ela, solidarizando-se com a situação delicada dos demais venezuelanos. "O que se vê hoje é um povo feliz por se livrar da opressão", comentou um fã da atriz, por meio do Instagram. Por outro lado, vários internautas chamam atenção para a complexidade da atual situação política no país, que perdeu a própria soberania de maneira compulsória.
"Livre de um ditador, agora os venezuealnos vão ser administrados por outro ditador falando inglês, que na verdade não se importa com o povo venezuelano e sim com o petróleo que vão levar de graça para os Estados Unidos", criticou um seguidor de Gaby Spanic. "Livre de Maduro e refém de Trump. Grande coisa", ironizou outra pessoa. "Livre? E quem vai tomar de conta da maior reserva de petróleo do planeta?", indagou mais um usuário do Instagram.
O que aconteceu na Venezuela?
Forças americanas de elite realizaram no sábado de madrugada um ataque de grande escala contra a Venezuela, o primeiro feito por Washington a um país da América do Sul. A seis meses de celebrar os 250 anos de sua independência, os Estados Unidos bombardearam o país vizinho ao Brasil e capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Os dois foram levados da capital para Nova York, onde serão julgados por narcoterrorismo e outros crimes relacionados ao tráfico de drogas. No poder desde 2013, Maduro deixou para trás o Palácio de Mirafloes, de onde governava, por uma prisão americana, onde deverá cumprir pena após julgamento.
Batizada por Washington de “Operação Firmeza Absoluta”, a ação militar foi percebida por analistas como um divisor de águas da política externa americana e um marco da erosão da era do multilateralismo, cristalizada após a Segunda Guerra Mundial. Pelo menos 40 pessoas, afirmou de forma reservada ao New York Times um militar venezuelano graduado, morreram nos ataques, recebidos com apreensão pelas maiores economias da região e a comunidade internacional.
Petróleo no centro da questão
Ao explicar as motivações para o e a consequente captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o presidente americano disse que as petrolíferas americanas voltariam a atuar na produção e exploração do petróleo venezuelano.
— Nossas grandes petrolíferas, as maiores de qualquer lugar no mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar infraestrutura horrivelmente quebrada, a infraestrutura do petróleo, e começar a fazer dinheiro para o país — disse Trump no pronunciamento inicial à imprensa, durante entrevista coletiva em Mar-a-Lago, no último sábado (3).
As declarações deixaram claro o interesse de Trump na Venezuela: o petróleo. Apesar de responder por menos de 1% da produção atual de petróleo do mundo, a Venezuela detém as maiores reservas provadas da commodity, com cerca de 220 bilhões de barris, ou 17% do total global.
Hoje, o país está sob embargo americano e, das empresas dos EUA, apenas a Chevron opera na Venezuela, graças a uma autorização especial. Mas, no passado, a Venezuela chegou a ser o maior fornecedor de petróleo dos EUA, antes de o governo de Hugo Chávez (1999-2013) nacionalizar e expropriar ativos de empresas estrangeiras do setor no começo dos anos 2000.
Mais lidas
-
1TRABALHO
Calendário de 2026 concentra feriados em dias úteis e amplia impacto sobre a gestão do trabalho
-
2SERVIÇO
IPVA 2026 RJ: confira o calendário de vencimentos por final de placa
-
3EDUCAÇÃO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
Proposta reduz jornada de professores da educação básica para 30 horas semanais
-
4TRIBUTOS
IPVA 2026: Primeira parcela ou cota única começa a vencer nesta quarta-feira; confira como pagar
-
5EMPURRANDO COM A BARRIGA
MP convoca prefeita de Palmeira dos Índios por descumprir cronograma de concurso público