Curiosidades

Romance sobre luto ambientado na pandemia vence Prêmio Caminhos de Literatura e será publicado no Brasil e em Angola

Advogada Paula Novais, autora de "Gaiolas de concreto armado", é a ganhadora da segunda edição do concurso literário

Agência O Globo - 10/10/2025

A advogada e escritora Paula Novais, mineira radicada no Rio, venceu a segunda edição docom seu romance de estreia “Gaiolas de concreto armado”. A obra será publicada no Brasil e em Angola pelas editoras Dublinense e Kacimbo, respectivamente. A vencedora receberá o valor de R$ 5 mil como adiantamento de direitos autorais e uma mentoria sobre carreira e mercado literário com o escritor, idealizador do prêmio.

Nobel de Literatura 2025:

'Herscht 07769':

“Gaiolas de concreto” se passa durante a pandemia e fala sobre o luto e a amizade de mulheres de diferentes origens e gerações. O livro deve ser lançado no primeiro semestre de 2026. Ainda este ano, em 15 de novembro, a autora participa de uma mesa na Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), no Recife, acompanhada por Henrique Rodrigues e pelo escritor Airton Souza, representante do júri do troféu literário. Em 2026, ela estará no Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (Flipoços).

“Me sinto muito honrada de agora fazer parte do percurso corajoso da premiação, tão importante para os escritores em busca de uma primeira oportunidade e para a literatura brasileira.”, disse Novais, que é autora do livro de contos “Ambidestria” (Urutau), em nota enviada à imprensa.

'O desabamento':

Também em nota, Henrique Rodrigues afirmou que “o romance de Paula Novais é incrivelmente bem escrito, com técnica de quem conhece o ofício da escrita e tem olhar sensível para a nossa história recente”. “E fico especialmente feliz pela descoberta de mais uma mulher, contribuindo para minimizar a desigualdade de gênero que existe no meio editorial”, arrematou o escritor, que por 20 anos esteve à frente do Prêmio Sesc de Literatura.

No ano passado, a vencedora do Prêmio Caminhos de Literatura, que é dedicado a romancistas inéditos, foi a médica paraense.