Cultura Pop
Flip 2026: da cultura periférica às religiões de matriz africana, editora leva diversidade ao centro da programação paralela
Entre os destaques estão os livros "MC não é bandido", "Você viu Oxum?" e "Escafandro"
A diversidade será o fio condutor da participação do Oficinar na programação paralela à 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), que acontece até este domingo, dia 26. Em seu primeiro evento após adotar a nova identidade — a editora completa 15 anos em 2026 e deixa de se chamar Oficina Raquel — a casa editorial reunirá autores que abordam temas como cultura periférica, religiões de matriz africana, espiritualidade afro-indígena e identidade LGBTQIA+ em mesas que ocuparão diferentes espaços da cidade.
Entre os destaques está "MC não é bandido" , organizado por Dani Monteiro. A obra reúne relatos e reflexões de artistas, pesquisadores e lideranças periféricas para defender o hip hop, o funk e as rodas culturais como espaços de produção de cidadania, cultura e resistência. O livro será debatido na Casa Poéticas Negras em uma mesa que coloca em discussão juventude negra, direito à cidade e criminalização da cultura das periferias.
As religiões de matriz africana também ocupam lugar de destaque na programação. O escritor e historiador Rogério Athayde lança "Você viu Oxum?" , obra que propõe um mergulho poético no orixá das águas doces e apresenta uma narrativa em que ancestralidade, memória e espiritualidade dialogam com questões contemporâneas. O autor participa de diferentes atividades ao longo da FLIP, incluindo a mesa "Memórias ancestrais", ao lado de Conceição Evaristo e da pesquisadora Aza Njeri , além de um debate dedicado ao livro e do Sarau de Terreiro: Amor, afeto e memória , que encerra sua participação na festa ao lado de Jairo Pereira e da atriz e cantora Vitória Rodriguez .
Outra aposta da editora é "Escafandro" , de Janaína Portella . A obra parte da memória, da dor e da cura para construir uma narrativa atravessada pela espiritualidade afro-indígena, propondo uma reflexão sobre pertencimento, corpo e ancestralidade. A autora integra a programação da Casa Poéticas Negras e também participa de atividades na Casa da Favela.
A pauta LGBTQIA+ também aparece entre os lançamentos da editora. Em "Fora do Armário" , Nelson Luiz de Carvalho reúne histórias que discutem, pertencimento e os desafios enfrentados por pessoas LGBTQIA+, ampliando o espaço para narrativas que dialogam com diferentes experiências de diversidade. O autor participa da programação da Casa Queer, um dos espaços dedicados às discussões sobre literatura e diversidade sexual durante a FLIP.
A programação do Oficinar também passa pela Casa Estante Virtual, Casa Caixa de Histórias, Casa da Favela, Casa Ofício das Palavras, Casa Edições Sesc e Casa PublishNews, reforçando um catálogo que reúne autores de diferentes origens, linguagens e perspectivas. Além das mesas de debate, a editora promove, em parceria com a Estante Virtual, a ação Leitura na Praça , que ocupará o Largo de Santa Rita com cinco trocas gratuitas de livros durante os dias do festival.
OFICINAR NA FLIP 2026 - PROGRAMAÇÃO:
Quinta-feira, 23/07
14h — Casa Sesc Editorial - Mesa (título a definir)
Com Volnei Canônica
16h — Estante Virtual - Mesa "Sobre a escrita e a leitura"
Com Cidinha da Silva , Flávia Iriarte e Felipe Charbel . Mediação de Pedro Azevedo
17h — Estante Virtual - Mesa "Corpos narrativos"
Com Ana Victoria Almeida , Júlio Alves e Marcelino Freire . Mediação de Rodrigo de Lorenzi
17h30 — Caixa de Histórias - Mesa "Memórias ancestrais"
Com Conceição Evaristo , Rogério Athayde e Aza Njeri
18h — Casa Latina - Mesa “Copa das Américas: futebol e política” com Marcelo Moutinho e Luiza Romão . Mediação de Rodrigo Santos
Sexta-feira, 24/07
14h30 — Casa Poéticas Negras - Mesa "Quem corta o mundo? Crise climática, cosmologias africanas e futuros possíveis"
Com Tainá de Paula (com participação de Claudia Alexandre )
15h — Casa Rosário - Mesa “Literatura e infâncias” com Cintia Barreto
16h — Casa da Favela - Mesa (título a definir)
Com Dani Monteiro
17h30 — Casa Queer - Mesa “O tempo dos afetos”
Com Nelson Luiz de Carvalho e Felipe Cabral . Mediação de Pedro Azevedo
Sábado, 25/07
12h — Caixa de histórias - Mesa (título a definir)
Com Marcelo Moutinho e Sérgio Rodrigues . Mediação de Mateus Baldi
12h — Casa PublishNews - Mesa "Fronteiras da Invenção: Escrita e Criação Feminina" Com Ana Victoria Almeida , Letícia Linton e Sofia Camargo . Mediação de Mariana Moura
13h — Casa Poéticas Negras - Mesa "Você viu Oxum? O que os Orixás sabem que o mundo esqueceu?"
Com Rogério Athayde
13h — Casa da Favela - Mesa (título a definir)
Com Janaína Portella
13h — Casa Queer - Mesa “Pequenos gestos, grandes histórias”
Com Alex Andrade e Thiago Hanney . Mediação de Hugo Mafra
13h30 — Casa Libre / Espaço areal - Mesa (título a definir)
Com Tainá de Paula , Ana Rüsche e Marcela Sperandio
14h30 — Casa Poéticas Negras - Mesa "MC não é bandido - Cultura, juventude negra e o direito de existir”
Com Dani Monteiro e Pastor Henrique Vieira
17h — Casa da Favela - Mesa (título a definir)
Com Renato Noguera
17h — Casa Poéticas Negras - Mesa (título a definir)
Com Janaína Portella
19h — Estante Virtual - "O futuro masculino passa pelo afeto"
Com Renato Noguera , Rogério Athayde e Jairo Pereira . Mediação de Raquel Menezes
Domingo, 26/07
14h — Casa Poéticas Negras - Sarau de Terreiro: Amor, afeto e Memória
Com Rogério Athayde , Jairo Pereira e a atriz e cantora Vitória Rodriguez , e microfone aberto ao público
16h30 — Flip Preta, no Quilombo do Campinho - Lançamento do MC não é bandido com Dani Monteiro
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