Cultura Pop
Ju Massaoka explica nariz vermelho durante tratamento após descobrir PMMA injetado sem consentimento
Repórter do “Mais Você” relatou nas redes sociais novas etapas do tratamento e contou que enfrenta uma ferida na ponta do nariz
Ju Massaoka usou as redes sociais nesta quarta-feira (24) para explicar a aparência de seu nariz. A repórter do “Mais Você” vem compartilhando no Instagram o processo de tratamento após descobrir que teve PMMA (polimetilmetacrilato) injetado sem autorização durante uma rinoplastia. Antes de entrar ao vivo com Ana Maria Braga, ela atualizou os seguidores sobre seu estado de saúde.
“Isso são adesivos, aqueles que colocamos em espinha, sabe? Tem dois corações aqui e uma estrela. Só que, como eu aglomerei tudo na ponta do nariz, fica parecendo que eu sou uma reninha”, disse Ju, na manhã desta quarta-feira, em seu perfil no Instagram.
Na terça-feira (23), a jornalista, de 33 anos, contou que voltou a fazer sessões em câmara hiperbárica. Ela também revelou que enfrenta uma ferida na ponta do nariz. “Tem um furo ali, às vezes forma um pouquinho de pus. E eu estou tentando tratar isso com antibiótico e a câmara hiperbárica, que ajudam a matar todas as bactérias, mas não estava surtindo tanto efeito”, relatou.
A repórter afirmou que ela e os médicos acreditavam que o ferimento estava em processo de cicatrização, mas ficou “baqueada” ao descobrir que a infecção persistia. “Agora entrou no time uma infectologista”, contou.
Entenda o que aconteceu
No início de maio, Ju Massaoka revelou no programa de Ana Maria Braga que quase perdeu parte do nariz durante uma cirurgia para retirada de PMMA. Nas redes sociais, Juliane afirmou que não imaginava a repercussão que o caso teria.
“Graças a Deus, a um excelente médico e toda equipe que me acompanha, meu nariz está se recuperando muito bem”, disse Ju em vídeo. Em seguida, ela compartilhou fotos de quando tinha 16 anos, em 2006, e contou: “Eu não tinha autoestima, era bem insegura. E esse nariz um pouquinho mais largo, com esse ossinho saltado no dorso me incomodava um pouquinho”.
A repórter disse que passou a se incomodar ainda mais com o nariz quando pessoas próximas começaram a criticá-lo. “Eu coloquei na cabeça que precisava de uma plástica. Perturbei o juízo da minha mãe até ela concordar. E demorou. Aí a gente fez uma pesquisa enorme para encontrar um excelente cirurgião em Curitiba, um cara renomado”, relembrou.
A cirurgia foi realizada em 2007. Segundo Ju, ela perguntou ao médico como seria todo o procedimento. “Ele me explicou que teria cortes, que poderia quebrar ou lixar o ossinho, moldaria algumas cartilagens, daria pontos para fazer o formato da pontinha. Disse que o pós-operatório seria um pouco complicado, com dificuldade de respiração, roxo, inchaço. E falou que eu teria que descansar, tomar remédios e seguir todas as orientações. E foi o que eu fiz. Voltei ao consultório dele várias vezes e obedeci”, afirmou.
De acordo com a repórter, o médico não informou que usaria PMMA na cirurgia. “Gente, em 2007 a Anvisa já considerava o polimetilmetacrilato como produto de saúde de classe 4, risco máximo. Produto permanente que pode causar dor, vermelhidão, inchaço, alergia, nódulos, necrose, entupimento de vasos, inflamação crônica, granulomas, migração do produto, problemas sistêmicos...”, declarou.
Ju contou ainda que, após revelar sua história no “Mais Você”, recebeu mensagens de familiares de vítimas fatais associadas ao uso do produto. “Esse médico tinha que ter conversado comigo e com minha mãe. Falado que é um produto permanente, que tem alguns riscos (...). O ideal mesmo é ter um termo de consentimento informado e assinado com todos os riscos descritos. Também não foi feito”, disse.
Ao final, a jornalista agradeceu o carinho que vem recebendo. “Certeza que isso faz diferença na minha recuperação. Sigo de nariz em pé até a cura”, afirmou. Nos comentários, completou: “Precisamos de mais fiscalização disso! As pessoas têm o direito de saber o que estão recebendo”.
Ju descobriu a presença de PMMA no nariz ao passar por outra cirurgia, inicialmente indicada para corrigir um desvio de septo. Durante o procedimento, foi necessário retirar o material, o que tornou a operação mais delicada. Para reconstruir parte do nariz, os médicos utilizaram um enxerto retirado de uma das costelas da jornalista.
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