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Ex-BBB 26, Marciele desabafa sobre preconceito por figurino de dançarina

Cunhã Poranga do Boi Caprichoso também revela desejo de atuar sem abrir mão do ativismo indígena

Agência O Globo - 08/05/2026
Ex-BBB 26, Marciele desabafa sobre preconceito por figurino de dançarina
Marciele Albuquerque - Foto: Reprodução / Instagram

Assim como o movimento vibrante do Boi Caprichoso, Marciele Albuquerque, cunhã-poranga do Touro Negro, vive uma fase intensa desde sua participação no “BBB 26”. Formada em Administração, ela escolheu se dedicar à arte e, à frente do Boi Caprichoso, entrega-se ao ofício com paixão, mesmo enfrentando olhares preconceituosos devido à exposição de sua estatueta.

“Nossa figurino deixa a gente quase seminua, então imagine. Não cheguei a sofrer assédio, mas sofri preconceito. Quando eu dizia que era dançarina, alguns já olharam de um jeito que diz muita coisa. Além de comentários que diminuíram minha profissão. Sempre precisoi ser muito firme para evitar qualquer coisa. Hoje mais tranquilo, porque as pessoas entendem mais”, analisa Marciele.

Marciele começou a dançar no Caprichoso ainda na faculdade e nunca mais parou. Os movimentos do seu corpo foram símbolos de sobrevivência.

"A dança virou significado de força. Longe de casa, da família... Tinha também a engenhosidade da menina do interior para lidar com a cidade grande. Passei por muitos desafios, mas consegui me formar sem abandonar a dança", conta ela, que também é influenciada digital e empresária, com negócios de joias indígenas e moda fitness.

Hoje, além de representar o Boi Caprichoso, Marciele é ativista da causa indígena.

“O ativismo nasce com a gente. Vim de um lugar onde o ativismo é a única opção de luta. Antes da visibilidade, lutei muito. Cresci vendo minha mãe e minha avó lutarem. Ter consciência de classe veio naturalmente. Com o Boi Caprichoso, levamos isso para a arena, porque cultura é ativismo de forma poética e lúdica. Sendo mulher indígena, nortista e amazônida, sou referência para outras meninas. Tudo pelos nossos direitos e espaço”, afirma Marciele, que agora também deseja ingressar no teatro e seguir carreira como atriz.