Conhecimento
Estudo sobre cinco anos do Movimento LED Globo revela tendências de inovação na educação
Análise de 12.133 iniciativas inscritas no projeto mostra que diversidade e inclusão como temática predominante; inscrições para 6ª edição do prêmio estão abertas
Um estudo que analisou as 12.133 iniciativas inscritas ao longo de cinco anos no Movimento LED Globo — iniciativa da Globo e da Fundação Roberto Marinho voltada à promoção da inovação na educação — revela as principais temáticas e o perfil dos participantes que vêm apontando novos caminhos para o setor no Brasil. Baseado nas cinco primeiras edições do Prêmio LED, realizadas entre 2021 e 2025, o levantamento mostra que diversidade e inclusão foram as áreas que concentraram o maior número de propostas de intervenção. O estudo também evidencia o protagonismo de mulheres e de pessoas negras nessa frente de atuação.
Projetos em destaque:
Celebração e debate:
Lançado ontem, durante o evento que marcou a abertura das inscrições para a sexta edição da premiação, o estudo apresenta uma análise quantitativa do impacto do prêmio e da evolução dos temas que marcaram seu primeiro quinquênio. O trabalho foi realizado pela consultoria ponteAponte.
O Prêmio LED já distribuiu mais de R$ 6 milhões para mais de 30 projetos ao longo de suas cinco edições. Neste ano, seis vencedores dividirão R$ 1,2 milhão. As inscrições para o Prêmio LED 2027 seguem abertas até 2 de setembro e podem ser feitas no site da iniciativa <a href="
Mais da metade dos projetos inscritos nos primeiros cinco anos do Prêmio LED — acrônimo para Luz na Educação — teve como foco a promoção da diversidade (52%). Na sequência aparecem habilidades socioemocionais (29%), inclusão digital e tecnológica (27%) e sustentabilidade (23%).
— Com a divulgação desse estudo, o Movimento LED Globo se consolida como um observatório da inovação educacional brasileira — diz Cristovam Ferrara, diretor de Valor Social da Globo. — Nesses cinco anos, construímos uma rede de pessoas e organizações comprometidas com o futuro da educação e aprendemos que muitas das respostas para desafios históricos do país estão sendo construídas nos territórios, a partir das diferentes realidades brasileiras.
O Prêmio LED, segundo ele, usa a potência de comunicação do Grupo Globo para dar visibilidade a histórias de pessoas que estão promovendo a transformação da educação e conectá-las para promover o avanço da inovação no país.
As iniciativas, de acordo com o levantamento, partiram de diferentes atores dentro do universo da educação: professores responderam por cerca de 45% das propostas inscritas; organizações e empreendedores tiveram participação semelhante, também com 45%; e foi de estudantes que partiram os outros 10%.
Na última edição do prêmio, 56% das iniciativas foram para a educação básica (ensinos fundamental e médio), e 29% para a educação não formal. Outros 12% dos projetos foram voltados à educação profissional/técnica e 3% ao ensino superior com foco na formação de professores.
O estudo aponta ainda a descentralização da inovação educacional brasileira. O Nordeste apresentou o crescimento mais expressivo da série histórica, passando de 12,1% para 24% das inscrições e dobrando sua participação ao longo do período analisado.
Base de ideias
A diversidade mostrou-se não só na temática, mas no perfil dos proponentes dos projetos. A representatividade de pretos e pardos na última edição foi de 51% e aumentou em relação aos 40% de 2021. A presença de pessoas amarelas (1%) e indígenas (1%) se mantém ligeiramente acima da proporção de pessoas que assim se declaram na população de acordo com dados do IBGE.
Para João Alegria, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, o projeto busca atrair iniciativas partindo das demandas de quem está na ponta do processo.
— O LED nasceu de uma aposta simples, mas muito importante: a de que a inovação em educação não está apenas nos grandes centros de decisão, nos documentos oficiais ou nas formulações de especialistas — diz. — Ela também está nas escolas, nas organizações, nos coletivos, nos projetos de estudantes, educadores, empreendedores sociais e lideranças comunitárias que enfrentam problemas concretos com criatividade, compromisso e coragem.
Para dar visibilidade às iniciativas promovidas pelo prêmio neste ano, os integrantes da banda Gilsons, trio formado por José Gil, Francisco Gil e João Gil, foram escolhidos como embaixadores da campanha do projeto e assinam sua trilha sonora.
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