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Do sonho à rua: após três anos na FMAC, Myriel Neto celebra festival que fez Maceió receber o Brasil e o mundo

Evento reuniu mais de 150 grupos e artistas e marcou a realização de um projeto que vinha sendo estudado e planejado há dois anos pela Fundação

01/10/2026
Do sonho à rua: após três anos na FMAC, Myriel Neto celebra festival que fez Maceió receber o Brasil e o mundo
Do sonho à rua: após três anos na FMAC, Myriel Neto celebra festival que fez Maceió receber o Brasil e o mundo

Há projetos que começam muito antes de ganhar as ruas. São construídos em reuniões, estudos, conversas e ideias que amadurecem até finalmente se tornarem realidade. Para Myriel Neto, presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), o Festival Internacional de Cultura de Maceió é exatamente assim.

Depois de dois anos de planejamento e articulações, o projeto saiu do papel entre os dias 25 e 27 de setembro, transformando Jaraguá em um grande encontro de culturas. Mais de 150 grupos e artistas de Maceió, de diferentes estados brasileiros e de outros países participaram da primeira edição, que também contou com a presença de autoridades internacionais.

O festival já nasce com uma dimensão que coloca Maceió em destaque no cenário cultural. Em sua primeira edição, o evento se consolida como o maior festival do segmento no Brasil em número de participantes, superando a tradicional realização de Olímpia (SP) e evidenciando a força da produção cultural maceioense.

A realização aconteceu justamente no mês em que Myriel completa três anos à frente da FMAC, gestão que tem entre seus principais objetivos o fortalecimento e o fomento à cultura local.

“Esse festival começou a ser pensado há dois anos. Foram estudos, conversas, planejamento e muita construção até entendermos qual seria o festival que Maceió merecia. A gente não queria simplesmente trazer atrações para a cidade. Queríamos criar um encontro, valorizar nossos artistas, promover intercâmbio e fazer com que a nossa cultura ocupasse a rua. Ver tudo isso acontecendo em Jaraguá é uma emoção muito grande”, afirma Myriel.

Mais do que realizar eventos, a proposta da FMAC é fomentar a cultura, criar oportunidades para os artistas e aproximar os fazedores de cultura da população. O Festival Internacional materializa essa proposta ao colocar manifestações locais lado a lado com grupos nacionais e internacionais.

“É exatamente esse o papel da FMAC: fomentar a cultura. É criar condições para que nossos artistas tenham espaço, para que os mestres sejam reconhecidos e para que a população tenha contato cada vez maior com a nossa cultura. Quando colocamos um grupo de Maceió ao lado de um grupo de outro estado ou de outro país, criamos intercâmbio e mostramos que a nossa cultura tem potência para dialogar com o mundo”, destaca.

Por três dias, Jaraguá ganhou novos sons, cores e movimentos. A Rua Sá e Albuquerque e os diferentes polos do circuito receberam apresentações, cortejos e encontros, enquanto cocos de roda, bumba meu boi, guerreiro, pastoril, afoxés, escolas de samba, frevo e outras manifestações alagoanas dividiram espaço com grupos convidados.

A realização do festival também contou com o apoio fundamental do prefeito Rodrigo Cunha para transformar o projeto em realidade.

“Um projeto desse tamanho precisa de confiança. Desde o início, o prefeito Rodrigo Cunha entendeu a importância de Maceió ter um evento dessa dimensão e acreditou na proposta. O que aconteceu em Jaraguá é resultado de muitas mãos”, afirma.

Ao completar três anos de gestão, Myriel vê o festival como uma síntese do trabalho desenvolvido pela FMAC: fortalecer a cultura local, ampliar espaços para os artistas e aproximar a população das manifestações culturais.

“Não vejo isso como uma conquista individual. É uma conquista da equipe da Fundação, dos artistas, dos mestres, dos produtores, dos trabalhadores da cultura e da própria cidade”, ressalta.

Ao final dos três dias, ficou a imagem de uma cidade que recebeu diferentes culturas sem deixar de celebrar aquilo que é seu. Mais do que um festival, Maceió mostrou que, quando a cultura ocupa a rua, a cidade inteira se transforma.