Cidades
Hospital do Coração completa dois anos do primeiro transplante de rim
Unidade se tornou referência com a realização de 68 transplantes de coração, rins e fígado pelo SUS
O Hospital do Coração Adib Jatene completa, neste mês de dezembro, dois anos da realização do primeiro transplante de rim efetuado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De lá para cá, foram realizados com sucesso 68 transplantes: 47 renais, 11 de fígado e 10 de coração.
Na manhã desta sexta-feira (10), o governador Paulo Dantas esteve no hospital e visitou os dois últimos transplantados – um de rim e outro de coração –, que se encontram em fase de recuperação na unidade.
“É uma satisfação enorme poder administrar o governo do Estado levando projetos que salvam verdadeiramente a vida das pessoas. Se vocês andarem aqui no Hospital do Coração, podem perceber que é um hospital moderno, que realmente funciona e que está contribuindo para restabelecer a saúde das pessoas do nosso estado”, declarou o governador.
Para o governador, o êxito das cirurgias de transplante no Hospital do Coração é fruto de uma equipe comprometida, competente, com capacidade técnica, intelectual e espírito público. “Gente que gosta de gente, que tem empatia pelas pessoas, sensibilidade, amor ao próximo. E aqui eu tenho certeza de que essas e tantas outras pessoas que passaram por este local sabem o que estou dizendo, porque foram bem tratadas, voltaram para o seio de suas famílias com saúde e vida e estão tendo uma qualidade de vida melhor. Isso me enche de alegria”, celebrou Paulo Dantas.
O diretor-geral do Hospital do Coração, Otoni Veríssimo, observou que a instituição é especializada em doenças cardiovasculares, sendo hoje uma unidade de referência nacional. “Possuímos um parque tecnológico extremamente moderno. Fazemos tomografia e ressonância das coronárias e temos um centro cirúrgico atualizado”, observou Otoni.
“O hospital também está recebendo mais uma máquina de hemodinâmica, em fase de instalação, para realizar cateterismos, angioplastias e procedimentos complexos da cirurgia de aorta”, lembrou o diretor.
Os serviços
A unidade oferece serviços de cardiologia e neurologia clínica, cardiologia intervencionista, cateterismo, angioplastia, procedimentos endovasculares (tratamento de doenças da aorta e artérias, embolização e tratamento de aneurismas cerebrais) e transplantes de órgãos.
“No caso dos transplantes, a atuação dentro do hospital vai desde a estrutura ambulatorial – cuja alma de tudo é o ambulatório – até o procedimento cirúrgico propriamente dito e o pós-operatório.”
A coordenadora da Equipe de Transplante do Hospital do Coração, Natália Monteiro da Silva Pacheco, disse que o programa Alagoas Transplante traz esperança para os pacientes que se encontram na lista de espera. “É um recomeço para esses pacientes, o que possibilita uma melhor qualidade de vida e viver com mais saúde. Há dois anos, no dia 13 de setembro, realizamos o nosso primeiro transplante aqui no hospital. Atualmente, já realizamos 47 transplantes renais, sem contar os de coração e de fígado, que também são efetuados no nosso serviço”, observou Natália.
Ela salientou que, após a cirurgia, existe um acompanhamento ambulatorial pós-transplante na própria unidade. “Esses pacientes fazem todo o acompanhamento aqui no hospital, realizam exames laboratoriais e contam com suporte multidisciplinar com enfermeiro, nutricionista, psicólogo, assistente social, odontólogos e exames de imagem. Se precisarem de acompanhamento cardiológico, tudo é feito pelo SUS”, destacou a médica nefrologista.
Segundo ela, a maioria dos pacientes que passaram pelo transplante renal encontra-se fora da diálise e desfruta de uma vida melhor. “É uma coisa que parece boba, mas eles podem beber água agora. Parece algo simples, mas os pacientes que fazem hemodiálise não podem beber água”, acentuou.
Izaildo Ferreira de Araújo, de 54 anos, foi o primeiro a realizar um transplante de rim no Hospital do Coração, no dia 13 de setembro de 2024. Dois anos após a cirurgia, ele só tem motivos para agradecer. “Por 10 anos eu passei pela hemodiálise. No dia 13 de setembro de 2024, praticamente inauguraram a sala de cirurgia comigo e hoje, graças a Deus, dia 13 de setembro de 2026, faz dois anos do transplante. Estou levando uma vida normal e tranquila”, comemora Izaildo, que afirma que agora só pensa em aproveitar a vida.
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