Cidades
Obra para retomada do VLT avança e deve permitir passagem no Mutange e Bebedouro em 2027
Terraplanagem já começou; retorno será temporário e depende do cumprimento de exigências da Defesa Civil de Maceió
A obra que vai permitir o retorno do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ao trecho que passa pelos bairros do Mutange e Bebedouro, em Maceió, começou oficialmente. As equipes estão na fase inicial de terraplanagem, etapa necessária para que os trilhos sejam reinstalados. A previsão é de que o VLT volte a circular na área em 2027, após sete anos de interrupção.
A circulação do VLT foi suspensa em 2020, quando as investigações sobre o afundamento do solo confirmaram os danos estruturais que atingiram cinco bairros da capital. Desde então, o trecho ficou interditado por questões de segurança.
Em 2024, técnicos da Defesa Civil de Maceió — entre eles o coordenador-geral Abelardo Nobre — estiveram no Japão, onde acompanharam práticas internacionais de gerenciamento de emergências ferroviárias. A visita incluiu reuniões com o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo e o Railroad Technical Research Institute.
Do intercâmbio internacional surgiram recomendações essenciais para que o VLT volte a operar com segurança. Entre as principais, a Defesa Civil destaca:
1️⃣ Estabilização da encosta do Mutange, com obras de contenção já em andamento, para reduzir o risco de deslizamento.
2️⃣ Instalação de tecnologias de monitoramento em tempo real nos trilhos da Avenida Major Cícero de Góes Monteiro, capazes de identificar deformações e garantir segurança operacional.
3️⃣ Continuidade do preenchimento das cavidades subterrâneas — como as de número 20/21, 27 e 15 — cujas intervenções têm demonstrado impacto positivo na redução de riscos.
4️⃣ Monitoramento permanente do trecho da ferrovia, entre o antigo Colégio Bom Conselho e a ladeira da Gruta do Padre Cícero Romão Batista, independentemente do retorno do trem.
Uso temporário e monitorado
O retorno do VLT ao trecho afetado será temporário, limitado ao período de passagem do trem, e não prevê a reativação de paradas nos bairros. Segundo a Defesa Civil, a política de gestão do desastre impede novas estruturas permanentes na área.
“O uso será momentâneo. O trem só passará pelo trecho, sem paradas, e apenas após o cumprimento de todas as recomendações de segurança”, explicou o coordenador-geral Abelardo Nobre.
O monitoramento será contínuo e utilizará tecnologia de ponta, garantindo vigilância ininterrupta para detectar qualquer anomalia no terreno.
Com as medidas de segurança, a expectativa é que o VLT volte a cruzar Mutange e Bebedouro em 2027, marcando mais um avanço no processo de recuperação da região afetada pelo afundamento do solo.
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