Cidades
Nome de Júlio Cezar vai parar na lixeira
Publicidade irregular em bem de utilidade pública expõe possível uso político de estrutura urbana, com destaque para nome do ex-prefeito e pré-candidato em 2026
Nos últimos dias, moradores de Palmeira dos Índios têm notado a instalação de novas lixeiras em pontos estratégicos do centro da cidade. A iniciativa, que em tese deveria ser apenas uma medida de limpeza urbana, acabou levantando dúvidas e críticas devido às placas de publicidade afixadas nelas — entre as quais aparece o nome do ex-prefeito e atual secretário de Estado, Júlio Cezar.
As lixeiras, pintadas com cores padronizadas e mensagens de incentivo à limpeza, trazem logotipos de empresas locais e nomes de pessoas públicas, o que vem despertando questionamentos sobre a origem do projeto e sua legalidade.
Publicidade irregular ou parceria?
Ainda não há informações oficiais se as lixeiras foram instaladas com recursos da Prefeitura ou por meio de algum tipo de patrocínio privado. O que se sabe é que elas estão em vias públicas, sob autorização do município, e que parte delas ostenta propagandas de figuras conhecidas, o que pode configurar promoção pessoal.
Juristas e cidadãos apontam que, caso o espaço público esteja sendo utilizado para promover nomes de pessoas físicas — especialmente de agentes públicos ou pré-candidatos —, há indício de irregularidade e possível propaganda eleitoral antecipada.
Nome de Júlio Cezar causa repercussão

O nome que mais chama atenção nas lixeiras é o de Júlio Cezar, ex-prefeito de Palmeira dos Índios e atual secretário de Estado. Conhecido por manter forte presença na política local, ele é apontado pelo noticiário político como provável candidato a deputado estadual — ou até mesmo federal — nas eleições de 2026.
A presença do seu nome em um bem público, de uso coletivo, foi interpretada por parte da população como uma forma disfarçada de autopromoção, aproveitando a estrutura urbana e a visibilidade das vias centrais para reforçar sua imagem pública.
Silêncio e cobrança de transparência
Até o momento, a Prefeitura não se pronunciou oficialmente sobre quem custeou a instalação das lixeiras nem sobre o processo de autorização para o uso publicitário nos equipamentos.
Moradores e lideranças políticas locais cobram esclarecimentos imediatos, pedindo transparência sobre a natureza da parceria e sobre o controle do conteúdo exibido em bens públicos.
Enquanto isso, o caso segue repercutindo nas ruas e nas redes sociais, onde muitos ironizam que até o lixo da cidade virou palco para disputa política.
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