Brasil
Cruzeiro que será usado na COP30 exige 'relações diplomáticas com EUA' para hospedagem, diz mídia
Conforme informações divulgadas nesta quarta-feira (27) pelo jornal O Globo, um dos dois cruzeiros que foram contratados pelo governo para hospedagem de comitivas durante a COP30 em novembro, em Belém (PA), passou a restringir o acesso ao serviço a países que não possuem relações diplomáticas com os Estados Unidos.
A medida foi tomada pela empresa Costa Cruzeiro, cuja sede do grupo controlador fica em território norte-americano. A reportagem citou que delegações de pelo menos 20 países estão impedidas de realizar reservas de cabines no navio, a exemplo de Venezuela, Irã, Haiti, Cuba, Afeganistão, Somália e Sudão — a maioria é do continente africano.
"A Costa Cruzeiros segue regulações externas que, neste caso, vetam 20 países que não possuem relações diplomáticas com os Estados Unidos, onde fica a sede do grupo, a Carnival Corporation & plc", acrescentou a publicação do jornal O Globo.
Já o governo brasileiro afirmou que a decisão é da empresa e motivada pelos embargos comerciais de Washington contra alguns países, que não podem realizar transações com companhias norte-americanas.
Os navios são uma aposta do Brasil para conter a crise gerada pelos altos preços e a baixa oferta de hospedagens em Belém para a COP30, em que apenas 47 dos 196 países já confirmaram presença. Ao todo, são previstas 3.900 cabines que possuem capacidade para mais de seis mil pessoas.
Governo prometeu mais de 50 mil leitos em Belém
Na última semana, o ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que Belém vai contar com mais de 50 mil leitos para receber as delegações com autoridades, especialistas e representantes de entidades ligadas às discussões sobre as mudanças climáticas. Na COP de 2024, em Baku (Azerbaijão), o pico de hospedagens foi de 24 mil pessoas — menos da metade da capacidade já assegurada em Belém.
Mesmo com o apoio político confirmado por governadores de 19 estados, a organização da conferência climática enfrenta críticas devido aos preços da rede hoteleira local. As diárias chegam a US$ 45 mil (cerca de R$ 238 mil) durante o evento, o que levou delegações internacionais a cogitarem a mudança da sede.
"Teremos leitos para todos e teremos preços justos para todos que virão para esta COP", declarou o ministério à época.
Por Sputinik Brasil
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