Brasil
Lula e Janja confirmam ida ao funeral do Papa Francisco em Roma
O Palácio do Planalto informou nesta segunda-feira (21) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Janja da Silva, comparecerão ao funeral do Papa Francisco em Roma.
A viagem ainda precisa ser confirmada pelo Vaticano, que não marcou data para o enterro do papa, que morreu nesta madrugada, aos 88 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) e de uma insuficiência cardíaca.
Mais cedo em uma nota de pesar, Lula decretou luto de sete dias no Brasil e declarou que a humanidade perdeu uma voz de respeito e acolhimento ao próximo:
"Assim como ensinado na oração de São Francisco de Assis, o argentino Jorge Bergoglio buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia. E a compreensão de que somos todos iguais, vivendo em uma mesma casa, o nosso planeta, que precisa urgentemente dos nossos cuidados", diz a nota.
Ainda segundo Lula, o papa criticou "vigorosamente os modelos econômicos que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças" e sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito.
"Nas vezes em que eu e Janja fomos abençoados com a oportunidade de encontrar o Papa Francisco e sermos recebidos por ele com muito carinho, pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará", conclui a nota.
O pontífice foi internado em 14 de fevereiro, acometido por uma pneumonia bilateral, anemia e queda no número de plaquetas no sangue. Em 23 de março, ele recebeu alta do hospital e apareceu em público pela primeira vez desde sua hospitalização em 6 de abril de 2025.
No dia 14 de fevereiro, ele foi internado no hospital Gemelli, em Roma, após relatar dificuldades para respirar. No hospital, ele foi diagnosticado com pneumonia bilateral, infecção grave que acomete os dois pulmões, e é causada por dois ou mais microrganismos.
Durante o tempo que passou internado, o papa apresentou ligeiras melhoras, e em 21 de fevereiro, Sergio Alfieri, um dos médicos responsáveis pelo pontífice, afirmou que ele havia "recuperado o bom humor", embora ainda não estivesse fora de perigo.
Por Sputinik Brasil
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