Brasil

Contas públicas tem rombo de R$ 7,3 bi em setembro; Lula fala em especulação do mercado após pressão

Dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (11) mostraram que as contas do setor público (governo federal, estados, municípios e estatais) registrou déficit de R$ 7,34 bilhões em setembro.

11/11/2024
Contas públicas tem rombo de R$ 7,3 bi em setembro; Lula fala em especulação do mercado após pressão
Foto: © Foto / Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Apesar do resultado negativo, ainda é menor que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando chegou a R$ 18,07 bilhões. O anúncio acontece em meio à pressão do mercado financeiro pelo corte de gastos do governo federal, situação que chegou a aumentar a cotação do dólar no país, que chegou a R$ 5,87 no início do mês.

Conforme o balanço, houve melhoras nas contas da União que explicam o resultado melhor neste ano. Já no acumulado do ano, o setor público já registra um déficit que ultrapassa R$ 93,5 bilhões. Nos últimos 12 anos, o valor chega a R$ 245,6 bilhões, índice que representa 2,15% do Produto Interno Bruto (PIB).

O governo central, que conta com o Banco Central, Previdência Social e Tesouro Nacional, viu o déficit chegar a R$ 3,9 bilhões, enquanto estados e municípios registraram um rombo de R$ 3,17 bilhões em setembro.

Lula diz que 'vencerá mercado financeiro outra vez'

Em entrevista no último domingo (10) à RedeTV, o presidente Luiz Inácio da Lula (PT) comentou sobre a pressão do mercado financeiro sobre a redução dos gastos públicos no país, do qual citou a "gana especulativa".

"Eu vejo o mercado falar bobagem todo o dia. Sabe, eu não acredito nisso não, porque eu venci eles uma vez e vou vencer outra vez. A economia vai dar certo porque o povo está participando do crescimento desse país", declarou, ao lembrar que o pacote de cortes ainda está em discussão no governo.

"Nós não podemos mais jogar, toda vez que você tem que cortar alguma coisa, em cima do ombro das pessoas mais necessitadas. Eu quero saber o seguinte, se eu fizer um corte de gastos pra diminuir a capacidade de investimento do orçamento, a pergunta que eu faço é a seguinte: o Congresso vai aceitar reduzir as emendas de deputados e senadores para contribuir?", questionou o presidente.