Brasil
Renato Cariani: Saiba quem é o influenciador fitness alvo da PF em operação contra o tráfico de drogas
Ele é suspeito de integrar grupo criminoso que desviava produtos químicos para produção de crack; fisiculturista tem mais de 13,6 milhões de seguidores nas redes sociais
Alvo de uma operação da Polícia Federal contra o tráfico de drogas nesta terça-feira, Renato Cariani, de 37 anos, é um dos maiores influenciadores fitness do Brasil. Suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de produtos químicos para produção de crack, ele tem mais de 7,3 milhões de seguidores no Instagram e outros 6,3 milhões de seguidores no YouTube.
Cariani se apresenta nas redes não apenas como instrutor de condicionamento físico, mas como uma espécie de coach. "Nação Renato Cariani é o lugar onde você encontra tudo o que precisa para sua transformação pessoal. Aqui, você terá acesso a conteúdos online que acelerará a sua evolução", diz seu site oficial.
No curso oferecido por Cariani há aulas de nutrição, musculação, cozinha fácil, investimento do zero, mente sob controle, inglês e como criar um canal de YouTube. Os planos oferecidos são a partir de R$ 358,80 por ano, a R$ 598,80 anuais.
Do bullying ao fisiculturismo
Cariani afirma que ser vítima de bullying na infância serviu como motivação para entrar no mundo fitness. Ele se tornou fisiculturista em 2020 e passou a ganhar competições em eventos do Brasil e do exterior.
O esportista e empresário se apresenta como "professor de química" em seu perfil no Instagram. Ele tem formação em Química, Administração de Empresa e Educação Física. E considera que seus três cursos acadêmicos ajudaram no seu sucesso como influenciador fitness.
Produtos químicos desviados
Nesta terça-feira, Cariani foi apontado como suspeito de integrar uma organização criminosa que atuou no desvio de produtos químicos para produção de drogas, na Operação Hinsberg.
"As investigações revelaram que o esquema abrangia a emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas a vender produtos químicos em São Paulo, usando “laranjas” para depósitos em espécie, como se fossem funcionários de grandes multinacionais, vítimas que figuraram como compradoras", informou a PF.
De acordo com a corporação, foram identificadas 60 transações dissimuladas vinculadas à atuação da quadrilha, totalizando, aproximadamente, 12 toneladas de produtos químicos (fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila).
Os produtos químicos desviados conseguem produzir mais de 19 toneladas de cocaína e crack prontas para consumo.
O EXTRA tenta contato com a defesa de Cariani.
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