Brasil
MP que permite corte de salário de até 70% está em vigor

Medida do governo deve atingir 24,5 milhões de trabalhadores (foto: ANSA)
A medida provisória que permite a redução de jornada de trabalho com redução de salário por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), anunciada pelo governo nesta quarta-feira (1º), já está em vigor.
Segundo o governo, o custo da MP ficará em R$ 51 bilhões e deve atender 24,5 milhões de trabalhadores. A medida ainda permite a suspensão do contrato de trabalho por até dois meses e a estabilidade de emprego proporcional ao tempo de corte após o fim da pandemia. Ou seja, se a empresa optar pelo corte por três meses, terá que manter o funcionário por outros três meses com o salário integral.
São três as faixas de corte salarial e de redução de trabalho: de 25%, de 50% e de 70%. Outros percentuais só poderão ser adotados através de acordo coletivo. Já o valor que o governo vai enviar de auxílio para quem tiver corte nos salários será calculado sobre o seguro-desemprego que o funcionário teria direito em caso de demissão. Por exemplo, quem tiver um corte de 50% no salário vai receber um benefício equivalente a 50% do valor do seguro-desemprego.
Se a empresa optar pela suspensão total do contrato, o governo se comprometeu a pagar um valor equivalente a 100% do seguro-desemprego que o trabalhador teria direito. No caso de grandes empresas, que tenham faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, elas arcarão com 30% do valor e o governo com os outros 70%. Com isso, o salário não pode ser menor que o salário mínimo vigente, ou seja, R$ 1.045. Vale lembrar que o valor não necessariamente vai repor a integralidade do valor que o funcionário recebe.
Nos casos em que os cortes forem menores que 25%, não haverá nenhum tipo de compensação. Ainda segundo o anúncio do governo, o valor recebido nessa época não afeta o seguro-desemprego, no caso de demissão após esse período, e ele será pago integralmente.
“Em uma eventual demissão o trabalhador recebe 100% do seu seguro-desemprego”, explicou o secretário especial de Previdência do Ministério da Economia, Bruno Bianco. A MP precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias, se não, perde validade. Mas, ela já está em vigor.
Mais lidas
-
1POLÍTICA
Veja os resultados das eleições neste início da apuração
-
2ELEIÇÕES
Acompanhe minuto a minuto o 2º turno das eleições no Brasil 2026
-
3LULA LÁ
Paulista tomada por multidão; estimativas falam em 2 milhões no ato do presidente Lula; veja vídeo
-
4ELEIÇÕES 2026 | FUTEBOL E POLÍTICA
Torcidas organizadas do Palmeiras, finalista da Libertadores, participam de ato pela reeleição de Lula na Avenida Paulista; veja imagens
-
5ELEIÇÕES
Lula ou Flávio Bolsonaro: como foi a votação dos brasileiros na Rússia?