Temer e o pós 11 de maio

05/05/2016

Definitivamente, a não ser que surja algo extraodinário até o dia 11 de maio, como uma renúncia de Dilma e Temer, ou cassação pelo TSE de ambos ou ainda impeachment dos dois, hipóteses remotas, o vice-presidente Michel Temer (para muitos o mentor do golpe) deverá assumir o mandato presidencial  após essa data.

O Senado já possui ampla maioria a favor do impedimento da presidenta Dilma, que à la Collor, isolou-se no Planalto e está encerrando o projeto de poder do PT que durou 13 anos e alguns meses, mais que o Reich alemão  que previu uma hegemonia de mil anos e durou 12 anos na Alemanha.

O PT com Lula privilegiou os pobres brasileiros. Tirou milhões da miséria, fez com que o sonho da esquerda brasileira se transformasse em realiadade dando mais igualdade ao povo.

Dilma não conseguiu seguir seu “criador”. De ‘gerentona firme” passou atestado de arrogância e até incompetência ao deixar a economia brasileira em frangalhos.

Todavia, seus erros gerenciais não constituem motivos para o impeachment, que sabemos todos é um golpe da direita que está sedenta pelo poder.

Sabe-se que as ‘ovelhas negras’ que estavam dentro do Partido dos Trabalhadores para se locupletarem colaboraram com  a derrocada do governo  e põe fim ao sonho da esquerda que a partir de 11 de maio volta à tribuna da oposição.

O temor e o medo agora é Temer. Privatizações, arrochos, direitos trabalhistas suprimidos, o que vem por aí?

 Não se sabe! O futuro é mais incerto depois de 11 de maio do que agora.

Vladimir Barros

Vladimir Barros

Jornalista filiado ao Sindjornal/FENAJ, é membro efetivo da Associação Alagoana de Imprensa (AAI) e editor do jornal Tribuna do Sertão. Advogado militante, formado pela Universidade Federal de Alagoas, com pós-graduação em Direito Processual e Docência Superior. É também membro da Academia Palmeirense de Letras e fundador da Rádio Cacique FM de Palmeira dos Índios.