O Supremo no palanque
15/09/2026
André Mendonça chegou ao STF apresentado como um ministro “terrivelmente evangélico”. A definição já revelava a perigosa mistura entre religião, política e Justiça. Agora, suas decisões e manifestações são frequentemente interpretadas sob esse viés.
Ministro do Supremo não pode agir como representante de governo, igreja ou ideologia. Quando cada magistrado recebe um rótulo político, a Constituição perde centralidade.
O STF precisa pacificar o país, e não funcionar como extensão dos palanques eleitorais.
Justiça partidarizada deixa de inspirar respeito e passa a alimentar desconfiança.
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