Vergonha alagoana
O presidente do Tribunal de Contas pede aposentadoria. Até aí, um direito legítimo. O que vem em seguida, porém, agride a inteligência do cidadão e afronta o princípio mais básico da República.
Em um movimento tão rápido quanto constrangedor, a Assembleia Legislativa aprova o nome do seu próprio filho, o deputado Bruno Toledo, para ocupar o cargo. Tudo resolvido em tempo recorde. Sem debate real. Sem constrangimento aparente. Sem qualquer zelo com a liturgia do cargo.
Onde está a moral? Onde está o respeito à coisa pública?
O que se vê é a institucionalização do privilégio, a naturalização do nepotismo travestido de legalidade e o uso de estruturas do Estado como extensão de interesses familiares. Não se trata apenas de uma escolha política é um símbolo claro de como se distorce o sentido da função pública.
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