A lei da barganha
Não deveria ser assim, mas assim exatamente é. Também com a representatividade política que temos não poderia ser diferente. A Assembleia Legislativa é o poder menos acreditado e mais exposto a escândalos aqui e em todos os estados do país. Mas costumo dizer: - temos os deputados que merecemos, pois fomos nós que os elegemos.
Certa vez ouvia de um sábio homem público hoje afastado da política pela decepção e pelo desencanto com a corrupção e a marginalidade que a domina, sobre a Assembleia Legislativa de Alagoas: - “Ali é assim, onde apertar sai pus”.
As casas legislativas viraram há muito tempo excrescentes balcões de negócios, sem qualquer compromisso com o interesse público. Eles cuidam deles e o resto que se dane.
O governador Renan Filho não tem sido tolerante com as pressões e as barganhas até então surgidas na Assembleia, mas não sei até quando poderá resistir. Não é fácil uma governabilidade plena quando se contraria interesses puramente pessoais e nada republicanos. Para a maioria dos deputados nada pode ser feito de graça e tudo tem um preço. É terrível, mas é assim mesmo.
Essa história do Orçamento Impositivo que querem impor através de uma emenda constitucional afronta o bom senso e é uma provocação ao governador. A estapafúrdia ideia não passa nem perto de qualquer ato de grandeza ou interesse social. Eles só pensam “naquilo”.
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