Sociedade cobra das autoridades, da classe política e dos ‘lacradores das redes sociais’ respostas ao caso Breno Albuquerque

09/09/2025
Sociedade cobra das autoridades, da classe política e dos ‘lacradores das redes sociais’ respostas ao caso Breno Albuquerque
- Foto: Igor Pereira

“Dai a César o que é de César” é uma frase que, na política, serve apenas para quem não tem mandato, Poder e amigos políticos. O corporativismo nas casas legislativas é maior que qualquer manifestação da sociedade que lute para punir um mandatário de seus erros no exercício do cargo.

Sendo assim, o caso do deputado estadual Breno Albuquerque (MDB), ocorrido em Maceió, na Avenida Fernandes Lima, ganhou grande repercussão em Alagoas e, principalmente, nas redes sociais pelo tamanho do incidente que ocasionou em um grande acidente – sem vítimas, graças a Deus!

Ao mesmo tempo que pessoas envolvidas agradecem por não ter sido um desastre maior e não ter causado mortes, todavia, a sociedade alagoana cobra e pede punição para o parlamentar – que colocou em risco a vida de dezenas de pessoas – ao dirigir embriagado.

As imagens divulgadas, de fato, respondem a todo e qualquer desvio de informação desde que o veículo dirigido pelo deputado saiu da Ponta Verde ‘queimando pneu’ e chamando atenção de moradores que gravaram toda “arruaça” pelas ruas da capital alagoana.

Nas redes sociais, a cobrança se tornou constante para que os colegas de Breno Albuquerque também reajam ao episódio que está sendo tratado de maneira privilegiada e, todavia, numa proporção diferenciada – caso o acidente tivesse sido com um cidadão comum. Se não fosse um deputado, óbvio, qualquer outra pessoa estaria nas manchetes sendo chamado – no mínimo – de assassino ( o carro, na visão das autoridades policiais e da Lei Seca, é uma arma, viu?) e outros adjetivos.

Por outro lado, a decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), em decretar o sigilo no processo que apura acidente causado pelo deputado estadual, é mais uma constância de que em terras de Caetés o Poder se sobressai ao infringir as Leis.

Segundo informações obtidas pelo Blog Kléverson Levy, a defesa do parlamentar “alegou que o processo contém informações pessoais” e, por conta disso, o TJ-AL acatou o pedido. A lembrar que o caso de Breno Albuquerque é analisado em segunda instância, via desembargadores, já que o deputado tem foro privilegiado por prerrogativa de função.

Afinal, continuamos sendo um estado mais que provinciano, quando se dá privilégios a quem deveria dar exemplos à sociedade.

Por fim, a pergunta que não quer calar: cadê os políticos e colegas deputados conhecidos por “lacradores” das redes sociais que estão em silêncio absoluto com o acidente do colega. Onde estão parlamentares que, quando cidadão comum comete algum crime, detonam em suas contas oficiais e matérias pagas na imprensa? Cadê?

Alagoas é Alagoas.

Manda quem pode. Obedece quem tem juízo!

Política é Política.

Veremos! É isto!

E viva a política dos políticos em Alagoas!

#VidaQueSegue

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Kleverson Levy

Kleverson Levy

Kleverson Levi é jornalista e escreve especialmente sobre política.