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As deficiências dos jornais virtuais
Resolvi atualizar meus contatos de imprensa em geral, especialmente os de jornais. Escolhi um site que relaciona muitos, inclusive pequenos portais de informação relacionados às principais cidades brasileiras. Ao fazer essa pesquisa, deparei-me com algumas deficiências e inadequações.
A primeira delas é o elevado percentual de sites sem possibilidade de acesso, por estarem desativados ou já terem sido extintos.
Mesmo entre os sites que permanecem em atividade, há dificuldade para localizar os contatos. Aqueles sites que têm os formulários, muitos não abrem, e os que funcionam impõem uma limitação de poucos caracteres. Alguns permitem textos maiores, porém a grande maioria não conclui o envio. Em muitos casos, o sistema aponta erros e bloqueia o encaminhamento dos textos. Alguns não tem nenhum meio de contato disponível para os leitores.
Além disso, a maioria posiciona os ícones de contato, como "fale conosco" e "contate-nos", no rodapé da página, com letras minúsculas, semelhantes às advertências presentes nas bulas de medicamentos. Talvez a intenção seja forçar a visitação de toda a página. Entretanto, quem lida com informação deve colocar a interlocução com os leitores em primeiro lugar.
Alguns sites, por sua vez, direcionam o usuário apenas para um contato telefônico. Isso seria semelhante a uma estação de metrô orientar o passageiro a utilizar um ônibus ou um pau de arara para viajar.
Outra deficiência comum é a apresentação incorreta dos endereços de e-mail. Há casos em que o nome tem letras invertidas, faltam caracteres, a extensão está alterada ou há acento no nome. Na maioria das vezes, esses erros só são percebidos após o retorno sem entrega da mensagem encaminhada.
É provável que a maioria desses pequenos sites tenha sido criada em um momento de empolgação com a universalização da internet. Tanto é assim que, na mesma cidade, muitos têm nomes quase iguais, como "Cidade Agora" e "Agora Cidade". Alguns nomes são comuns em para os jornais de quase todas as cidades, com destaque para "Notícia na Hora", "Hora Notícia", ou o nome da cidade seguido da palavra "notícias" e diversas outras variações.
Além da necessidade de melhorar as funcionalidades das páginas dos informativos, há outro detalhe que merece atenção: a maioria escreve o nome do mês com letra maiúscula, quando a norma determina o uso de letra minúscula. O correto é escrever, por exemplo, "oito de julho", "dezenove de dezembro" ou "1º de janeiro de 2026", e não "01 de janeiro de 2026". Convém lembrar que essa orientação se refere apenas às datas comuns, para não criar confusão com outras regras, como as aplicadas às datas históricas. Assim, escreve-se "Sete de Setembro" quando se faz referência à data histórica, mas "sete de setembro" quando se menciona apenas o dia do calendário. No Sete de Setembro comemora-se a Independência do Brasil.
Pedro Cardoso da Costa
Interlagos – SP
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