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Que Brasil sairá das urnas em 2018?
Nas urnas de 2018 o maior “partido”, sem sombra de dúvida, será o dos descontentes que, infelizmente, já desistiram da democracia. A abstenção e os votos brancos e nulos totalizarão uns 33% (contra 31% da última eleição). Trata-se de fenômeno mundial.
Trump foi eleito nos EUA com 48% de abstenção. Macron foi eleito na França com 51% de abstenção. A negação do voto é uma das características da sociedade ocidental no século XXI. Desilusão é o sentimento coletivo preponderante.
A novidade de 2018, no nosso país, é a certeza da ampliação da polarização partidária. Mais uma vez teremos um Brasil bastante rachado, dividido. Não há nenhuma candidatura presidencial que esteja levantando a bandeira da união do País em torno de um projeto de nação. Só se vê projeto de poder.
Como todas as cleptocracias, continuaremos sendo um conglomerado desorganizado de pessoas dominadas por alguns donos que só pensam neles.
A tendência é de prosseguimento da desorientação, da descrença e do descrédito nos partidos e nas instituições (econômicas, políticas, jurídicas e sociais).
Muita gente não está conseguindo ver nenhuma luz no fim do túnel. Mesmo depois das eleições presidenciais, há grande risco de o Brasil continuar sendo um país desesperançado.
A propósito, metade dos jovens brasileiros (25 milhões de pessoas) está com o futuro seriamente comprometido (diz Relatório do Banco Mundial, divulgado em 7/3/18 – Estadão). Talvez o narcotráfico possa se encarregar deles.
A baixa escolaridade gera ridículo crescimento econômico assim como produtividade raquítica. A educação no Brasil (a permitida pelos donos do poder) é deplorável e não se traduz em aumento de produtividade.
Na Malásia, por exemplo, um ano a mais na escola resulta numa elevação de US$ 3.000,00 no salário. Na Turquia, US$ 4.000,00. Na Coreia do Sul, US$ 7.000,00. No Brasil, o ganho é próximo a zero (Estadão).
Os donos corruptos do poder são incapazes de nos apresentar uma solução sustentável. É hora de faxiná-los, de eliminá-los do poder. Não querem mudanças. Quando algo muda, é para que tudo fique como está (Lampedusa).
Nosso mal de origem (uma das colonizações mais crueis da humanidade) continua. Recordemos: os colonizadores para cá vieram para roubar, saquear, escravizar, estuprar, queimar, aniquilar, extorquir, desmatar, devastar, corromper e se enriquecer.
Com esse maligno espírito os donos do poder criaram dois Brasis, o moderno e o arcaico. Ambos geridos por uma oligarquia caracterizada pela roubalheira, pela gatunagem, pela pilhagem e pelo parasitismo.
Que o brasileiro exerça sua cidadania vigilante, castigando em 2018 os que não são capazes de nos governar com decência e probidade. O Brasil precisa ser resgatado, precisa aniquilar o sistema corrupto de governança. Ou não sairemos do atoleiro em que nos encontramos.
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