Alagoas

Alagoas lidera crescimento de empregos formais no Brasil em setembro, aponta Caged

Caged aponta aumento de 2,47% em profissionais com carteira assinada.

Agência Alagoas 06/11/2026
Alagoas lidera crescimento de empregos formais no Brasil em setembro, aponta Caged
Alagoas tem o maior crescimento proporcional de empregos formais no Brasil em setembro. - Foto: Marco Antônio / Arquivo

Em setembro, a abertura de vagas formais de trabalho em Alagoas foi puxada pela indústria.

Marco Antônio / Arquivo

Carlos Nealdo / Agência Alagoas

Alagoas liderou o crescimento proporcional do emprego formal no país em setembro, ao registrar alta de 2,47% em seu estoque de trabalhadores com carteira assinada, segundo dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Depois de Alagoas, os maiores crescimentos relativos em setembro foram apurados no Amapá (+1,35%) e em Roraima (+1,23%). Dos 27 estados e o Distrito Federal, 26 apresentaram saldo positivo no mês.

Em termos absolutos, o estado abriu 11.110 vagas com carteira assinada no mês, o terceiro maior saldo do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo, que gerou 19.391 postos, e de Pernambuco (+13.371). O saldo de Alagoas é resultado das 25.672 admissões e dos 14.562 desligamentos no período.

Em setembro, a abertura de vagas formais de trabalho em Alagoas foi puxada pela indústria, que criou 7.980 postos — resultado das 10.103 admissões e dos 2.123 desligamentos. Em seguida, aparecem os setores agropecuário, com a geração de 1.446 vagas; de serviços (+1.144); de comércio (+374); e de construção (+166).

Faixa etária

O levantamento do Caged mostra ainda que a faixa etária entre 40 e 49 anos liderou a ocupação de vagas com carteira assinada em setembro, com 2.826 vagas — o correspondente a 25,4% do total de postos abertos no mês. Em seguida, aparecem os trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos, com 2.640 postos; de 30 a 39 anos (2.514); e de 50 a 64 anos (1.507).

Em todo o país, a economia gerou 121.305 postos formais em setembro, resultado de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos.

Com o desempenho mensal, o estoque nacional de empregos formais subiu para 48,35 milhões de vínculos ativos. No ano, a alta acumulada é de 2,65%, o equivalente à criação de 1,24 milhão de postos de trabalho entre janeiro e setembro.

Desde janeiro de 2023, a soma de novos empregos criados no país chega a 5,65 milhões. A expansão nacional no mês foi impulsionada pelo setor de serviços, que abriu 81.241 vagas formais.

Na sequência, vieram a indústria (+19.285), o comércio (+15.697) e a construção civil (+9.468). O único grande setor com encerramento de postos foi a agropecuária, que fechou 4.381 vagas.