Alagoas
Papiloscopista da Polícia Científica de Alagoas conclui curso em técnicas laboratoriais de identificação humana
Curso reuniu representantes de todo o país no Instituto de Identificação em Brasília.
Em uma cena de crime, nem todas as pistas estão visíveis a olho nu. Em superfícies aparentemente limpas, podem existir vestígios decisivos para uma investigação. Revelar essas evidências exige conhecimento técnico e equipamentos especializados, capazes de transformar sinais quase imperceptíveis em informações confiáveis para a identificação de pessoas e a elucidação de crimes.
É nesse contexto que a papiloscopista Renata Bello, da Polícia Científica de Alagoas, concluiu, na última semana, a 3ª edição do Curso Técnicas Laboratoriais em Papiloscopia, promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em Brasília (DF). A profissional está apta a aplicar os conhecimentos adquiridos no estado, contribuindo para o aprimoramento dos exames periciais e para a confiabilidade dos procedimentos de identificação humana.
Com foco prático, a capacitação reuniu profissionais de todo o país para aperfeiçoar técnicas de revelação, fixação e registro de impressões digitais e palmares, utilizando equipamentos especializados, escaneamento, luzes e filtros forenses. Os procedimentos visam garantir a qualidade das análises e a preservação dos vestígios utilizados nas investigações.
“A evolução das tecnologias de identificação humana e das ciências forenses está em constante transformação, então participar de um curso predominantemente prático foi muito enriquecedor. Tivemos a oportunidade de conhecer métodos de revelação em diferentes superfícies, além da fixação de vestígios papiloscópicos, como escaneamento e o uso de luzes e filtros forenses. Os métodos laboratoriais aprendidos colaboram com a confiabilidade dos processos de identificação humana no âmbito da segurança pública”, destacou a papiloscopista.
As técnicas aprendidas ampliam a capacidade de localizar e analisar impressões papilares que poderiam passar despercebidas, contribuindo para a identificação de pessoas e o avanço das investigações. A formação também reforçou os cuidados com o manuseio de vestígios, o uso de equipamentos e o cumprimento dos protocolos de segurança, reduzindo riscos de contaminação ou perda de evidências.
Para o perito-geral, Kleber Santana, a atualização profissional acompanha os avanços das ciências forenses e fortalece a Perícia Papiloscópica em Alagoas, favorecendo a adoção de metodologias mais modernas e a realização de exames cada vez mais precisos e confiáveis, com benefícios para as investigações e para a sociedade.
“A Polícia Científica de Alagoas valoriza e incentiva a qualificação contínua dos policiais científicos do estado, reconhecendo na capacitação profissional um instrumento fundamental para o fortalecimento da perícia oficial de natureza criminal e para a melhoria dos serviços prestados à população”, afirmou o perito-geral.
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