Alagoas

Renato Filho propõe gás mais barato para atrair novas indústrias e gerar empregos em Alagoas

Proposta prevê condições diferenciadas para grandes empreendimentos, com contratos de longo prazo

Assessoria 28/08/2026
Renato Filho propõe gás mais barato para atrair novas indústrias e gerar empregos em Alagoas

Renato Filho (MDB), candidato a deputado federal, propõe a criação de uma tarifa diferenciada de gás natural para novos empreendimentos industriais em Alagoas. A ideia é usar a produção local do combustível como instrumento para atrair investimentos, ampliar a geração de empregos e tornar o estado mais competitivo na disputa por novas indústrias.

Atualmente, consumidores industriais acima de 200 mil metros cúbicos por dia pagam tarifa final de R$ 3,5716 por m³ na Algás, incluindo tributos. A proposta é estudar condições específicas para empresas que tragam grandes investimentos e assumam contrapartidas como geração de empregos, consumo relevante de gás e contratos de longo prazo.

“Alagoas já tem uma vantagem que muitos estados gostariam de ter: produz gás natural. O que eu proponho é transformar essa vantagem em emprego. Se uma indústria está escolhendo onde investir, nosso gás precisa ajudar Alagoas a vencer essa disputa”, afirma Renato Filho.

A proposta tem referências em outros estados do Nordeste. Em Pernambuco, o Programa Mais Gás oferece condições diferenciadas para grandes consumidores. Em Sergipe, indústrias enquadradas no Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial também contam com tratamento específico para o uso do gás natural.

Para Renato, a diferença no preço pode pesar diretamente na decisão de uma empresa sobre onde instalar um novo empreendimento. Uma indústria que consome 100 mil metros cúbicos de gás por dia, por exemplo, economizaria R$ 36,5 milhões por ano com uma redução de R$ 1 no preço do metro cúbico.

“Uma empresa que vai investir bilhões compara gás, energia, impostos, logística, infraestrutura e segurança jurídica. Alagoas precisa usar os ativos que já possui para entrar nessa disputa em melhores condições”, diz.

A região de Pilar ocupa posição estratégica nesse cenário por concentrar ativos ligados à produção e à infraestrutura de gás natural. O Campo de Pilar alcança áreas de Pilar, Marechal Deodoro, Satuba e Rio Largo. A região também está ligada a novos projetos do setor energético, como as sete termelétricas anunciadas pela Origem Energia em Pilar e o projeto de estocagem subterrânea de gás natural, cuja minuta de autorização foi aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Temos produção, infraestrutura e novos projetos chegando. O próximo passo é fazer essa riqueza se transformar em novas indústrias, empregos e oportunidades dentro de Alagoas”, afirma Renato Filho.